Português lança livraria infantil online na Alemanha para ensinar língua aos filhos

Português lança livraria infantil online na Alemanha para ensinar língua aos filhos

Um português residente na Alemanha, motivado pela necessidade de ensinar a sua língua materna aos dois filhos, criou uma livraria infantil `online` dedicada à língua portuguesa para promover a cultura e identidade lusa.

Lusa /

"A comunicação foi uma coisa que surgiu antes de os meus filhos nascerem porque, apesar de falar alemão, queria transmitir-lhes a emoção da língua, que forma a cultura e a identidade de uma pessoa", explicou Filipe da Silva, a viver em Berlim desde 2002.

Além do fortalecimento da cultura linguística das crianças luso-alemãs, a livraria Olá Livro procura incentivar o hábito da leitura, que também contribui para "o aprofundamento da relação entre pai e filho", referiu o responsável pelo projeto.

A educação das crianças bilingues pressupõe "um grande esforço", disse Filipe da Silva, garantindo que "se trata de um empenho diário, com alguns retrocessos", porque não basta colocar a criança "à frente da televisão".

O catálogo da livraria Olá Livro conta maioritariamente com obras de autores portugueses e brasileiros, de editoras como a Quasi, Trinta por uma Linha, Orfeu Mini, Caminho, Kalandraka, Máquina de Voar e Tcharan.

Criada em julho de 2015, a livraria infantil dedicada ao mercado alemão começou como um passatempo para Filipe da Silva mas está a tornar-se uma ocupação mais séria, potenciada pelos comentários positivos que o mentor do projeto tem recebido por parte de outros pais com preocupações semelhantes.

"Os pais têm o desejo de ensinar português aos filhos mas o esforço fica muito aquém", explicou Filipe.

O responsável pela livraria `online` acrescentou que o multiculturalismo implica muita dedicação mas compensa: "uma criança hoje em dia tem a possibilidade de aprender e crescer com duas línguas, entre duas culturas, é uma vantagem enorme", concluiu.

Filipe da Silva pretende lançar uma campanha de financiamento coletivo já no próximo ano para "ter os meios necessários para alargar o projeto e ter um catálogo mais extenso".

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