Muito trabalho, pouco dinheiro

por Nuno Rodrigues, Frederico Pinheiro, Pedro Ribeiro

Foto: Reuters/Ints Kalnins

No dia em que o parlamento começa a debater o programa de governo, a Antena aborda a questão do mercado de trabalho e dos baixos salários em Portugal.

50 mil pessoas com horário de trabalho a tempo inteiro têm uma remuneração inferior ao salário mínimo nacional, uma situação que não respeita a lei e que "justificaria um outro tipo de intervenção por parte da Autoridade para as Condições de Trabalho", critica Arménio Carlos, líder da CGTP-Intersindical.

No que diz respeito ao trabalho em part-time, das cerca de 500 mil pessoas nestas circunstâncias, metade quer trabalhar mais horas, o que indica uma insuficiência de rendimentos face às necessidades.

Em termos estatísticos, um em cada 10 trabalhadores é pobre, o que é explicado por um mercado de trabalho "muito residual, do ponto de vista do salário, o que leva a que muita gente, mesmo empregada vive muito próximo, ou mesmo abaixo, da limiar de pobreza", aponta o professor universitário Renato Miguel do Carmo à reportagem da Antena1.

Entre os desempregados, 632 mil, segundo os números oficiais mais recentes, a taxa de pobreza ascende aos 40 por cento.
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