Negócio dos manuais escolares torpedeia lei de reutilização

| País
Negócio dos manuais escolares torpedeia lei de reutilização

A ver: Negócio dos manuais escolares torpedeia lei de reutilização

Os professores escolhem e os pais pagam: trata-se dos manuais escolares que todos os anos chegam a custar 200 euros.

Há uma década que a lei abriu caminho à reutilização dos manuais e estipulou que os programas curriculares se deveriam manter estáveis pelo menos durante seis anos. A reutilização ficou sempre na gaveta.

O prazo para a estabilização dos livros também raramente é cumprido. Uma simples mudança de parágrafo ou de imagem numa capa nova e diferente tem dado origem a livros novos que a escola adopta e torna obrigatórios para todos os alunos.

Por trás deste negócio, estão esquemas ilegais que incluem a entrega de brindes a professores. As principais editoras, Leya e Porto Editora, chegam a entregar-lhes os manuais escolares de que precisam para os filhos.

Com tudo isto, faturam 45 e 22 milhões de euros todos os anos.

Relacionados:

A informação mais vista

+ Em Foco

A Redação da RTP votou sobre as figuras e acontecimentos mais destacados, a nível nacional e internacional. Veja aqui as escolhas.

    O embaixador russo em Lisboa afirma, em entrevista à RTP, que as declarações e decisões de Donald Trump sobre Jerusalém podem incendiar todo o Médio Oriente.

    Rui Rosinha, bombeiro de Castanheira de Pêra, sofreu queimaduras de terceiro grau e esteve dez horas à espera de ser internado. Foi operado 14 vezes e regressou a casa ao fim de seis meses.

    Uma caricatura do mundo em que vivemos.