Plataforma portuguesa de inovação participa em exposição científica europeia

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O Science Museum de Londres escolheu um único projeto português, o "Patient Inovation", para integrar uma exposição de escala europeia que pretende destacar a importância do cidadão comum no desenvolvimento da investigação e inovação científica.

Com inauguração agendada para dia 7 de julho em Londres, a exposição `Beyond the Lab` pretende refletir o papel dos cidadãos como investigadores e inovadores, dando a conhecer histórias e soluções desenvolvidas a nível europeu, que contribuíram para revolucionar e acelerar a investigação e inovação científica em diferentes domínios da sociedade.

O projeto Patient Innovation, uma plataforma de partilha de ideias que simplificam a vida de pessoas afetadas por doenças, foi o único projeto português escolhido pelo Science Museum de Londres para integrar a exposição que vai percorrer 29 cidades europeias.

Esta rede social, criada em 2013 para os utilizadores partilharem o que aprenderam quando estiveram doentes, foi desenvolvida por uma equipa liderada pelo investigador português da Universidade Católica Pedro Oliveira, tendo-se entretanto internacionalizado ao ponto de contar já com cerca de 600 inovações criadas em todo o mundo.

Segundo um comunicado da Católica-Lisbon, o Patient Innovation foi um dos projetos eleitos para marcar presença na exposição, estando representado com sete inovações do

Para Pedro Oliveira, integrar uma exposição de escala europeia com projetos de referência na investigação e inovação científica, nomeadamente na área da saúde, é "um motivo de grande orgulho".

"Acreditamos que através da partilha de histórias de pessoas comuns, conseguiremos também inspirar muitas mais pessoas e contribuir para uma sociedade mais atenta e empenhada", considera o mentor do projeto.

Uma dessas histórias é a de um menino português de sete anos que nasceu sem parte do braço e que obteve uma mão em 3D, a partir da ideia de um artista norte-americano que inventou mãos impressas em 3D para crianças e adultos, mais baratas do que as próteses.

Outra das soluções encontradas nesta plataforma "online" e que vai estar patente na exposição foi o desenvolvimento de bolsos térmicos para um pianista que sofre de uma doença neurológica que provoca repentinas variações de temperatura das mãos, permitindo mantê-las sempre quentes.

Entre as outras inovações está a de uma israelita, que tem um filho com paralisia cerebral que nunca poderia andar, que fez uma estrutura, uma espécie de sapatas grandes, que ficam presas a um adulto, permitindo à criança fazer o movimento de andar.

Entre os doentes inovadores está também um cidadão britânico com um problema na aorta que desenhou um suporte personalizado para colocar à volta da artéria e conferir-lhe uma maior resistência, uma solução que já salvou a vida a muitos doentes.

Foram também selecionadas da plataforma duas inovações criadas por norte-americanas: uma jornalista que fez uma mastectomia desenvolveu uma camisola à prova de água para poder tomar banho depois da operação, enquanto uma violinista que sofria de artrite reumatoide juvenil desenvolveu um dispositivo de madeira inspirado no seu violino para exercitar as mãos, após perceber que a mão usada para pressionar as cordas do instrumento inchava menos.

A sétima inovação é a de um jovem inglês a quem foi diagnosticada a doença de Crohn aos 12 anos e que usou parte de uma luva de uma Nintendo Wii para construir um sensor que monitoriza o volume do saco coletor de fezes através de uma aplicação no telemóvel, uma invenção que é usada em hospitais de todo o mundo.

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