País
Prisão domiciliária de Salgado dá lugar a caução de três milhões
Uma nota divulgada pela Procuradoria-Geral da República anuncia a mudança das medidas de coação aplicadas a Ricardo Salgado no âmbito das investigações relacionadas com o designado “Universo Espírito Santo”. O antigo banqueiro fica também proibido de contactar com os restantes arguidos do processo e de se ausentar para o estrangeiro.
“Até ser proferido despacho que julgue válida a prestação de caução, o arguido permanecerá sujeito à obrigação de permanência na habitação”, pode ler-se no comunicado da Procuradoria-Geral da República.
Ricardo Salgado poderá ficar em liberdade, mediante o pagamento de uma caução, que o Tribunal Central de Instrução Criminal definiu nos três milhões de euros.
A decisão surge na sequência da revisão obrigatória das medidas de coação, a cada três meses.
Ricardo Salgado está em prisão domiciliária sem pulseira eletrónica desde 24 de julho, no âmbito do processo "Universo Espírito Santo", com polícia à porta da moradia de Cascais. Além da impossibilidade de sair de casa, foi ainda determinada pelo Tribunal a proibição de Salgado contactar com os restantes arguidos.
O juiz Carlos Alexandre considerou então que havia perigo de fuga, perigo de perturbação do inquérito e de conservação da prova. O antigo homem forte do BES é suspeito de crimes como burla, branqueamento de capitais ou fraude fiscal.
Reportagem de Rita Marrafa de Carvalho, Carlos Pinota, Pedro Pessoa – RTP (25 de julho de 2015)
Na investigação, são ainda arguidos Isabel Almeida (ex-diretora diretora financeira do BES), António Soares (ex-diretor do BES Vida), Pedro Luís Costa (ex-administrador do Espírito Santo Ativos Financeiros), José Castella (antigo responsável pela tesouraria do Gupo Espírito Santo) e Cláudia Boal de Faria (área de vendas e estruturação do BES e responsável pela área da poupança do Novo Banco).
A investigação
Em causa estão suspeitas da prática de crimes de falsificação, falsificação informática, burla qualificada, abuso de confiança, fraude fiscal, corrupção no sector privado e branqueamento de capitais.
Alguns dos arguidos foram ouvidos na comissão de inquérito parlamentar ao caso BES. Viram os seus bens serem arrestados, em junho, por forma a impedir a sua dissipação, pondo em causa eventuais pagamentos em caso de condenação.
A 4 de agosto de 2014 o Banco de Portugal, através de uma medida de resolução, tomou conta do BES e anunciou a sua divisão.
A decisão surgia quatro dias depois de o banco ter apresentado um prejuízo semestral histórico de 3,6 mil milhões de euros. Ricardo Salgado tinha abandonado a liderança do BES a 20 de junho de 2014, pondo fim a duas décadas na liderança daquela instituição financeira.
Para além deste processo, Ricardo Salgado, de 71 anos, é ainda arguido no caso Montebranco, uma investigação em torno de um alegado esquema de branqueamento de capitais com ligação a bancos suíços.
c/ Lusa
Ricardo Salgado poderá ficar em liberdade, mediante o pagamento de uma caução, que o Tribunal Central de Instrução Criminal definiu nos três milhões de euros.
A decisão surge na sequência da revisão obrigatória das medidas de coação, a cada três meses.
Ricardo Salgado está em prisão domiciliária sem pulseira eletrónica desde 24 de julho, no âmbito do processo "Universo Espírito Santo", com polícia à porta da moradia de Cascais. Além da impossibilidade de sair de casa, foi ainda determinada pelo Tribunal a proibição de Salgado contactar com os restantes arguidos.
O juiz Carlos Alexandre considerou então que havia perigo de fuga, perigo de perturbação do inquérito e de conservação da prova. O antigo homem forte do BES é suspeito de crimes como burla, branqueamento de capitais ou fraude fiscal.
Reportagem de Rita Marrafa de Carvalho, Carlos Pinota, Pedro Pessoa – RTP (25 de julho de 2015)
Na investigação, são ainda arguidos Isabel Almeida (ex-diretora diretora financeira do BES), António Soares (ex-diretor do BES Vida), Pedro Luís Costa (ex-administrador do Espírito Santo Ativos Financeiros), José Castella (antigo responsável pela tesouraria do Gupo Espírito Santo) e Cláudia Boal de Faria (área de vendas e estruturação do BES e responsável pela área da poupança do Novo Banco).
A investigação
Em causa estão suspeitas da prática de crimes de falsificação, falsificação informática, burla qualificada, abuso de confiança, fraude fiscal, corrupção no sector privado e branqueamento de capitais.
Alguns dos arguidos foram ouvidos na comissão de inquérito parlamentar ao caso BES. Viram os seus bens serem arrestados, em junho, por forma a impedir a sua dissipação, pondo em causa eventuais pagamentos em caso de condenação.
A 4 de agosto de 2014 o Banco de Portugal, através de uma medida de resolução, tomou conta do BES e anunciou a sua divisão.
A decisão surgia quatro dias depois de o banco ter apresentado um prejuízo semestral histórico de 3,6 mil milhões de euros. Ricardo Salgado tinha abandonado a liderança do BES a 20 de junho de 2014, pondo fim a duas décadas na liderança daquela instituição financeira.
Para além deste processo, Ricardo Salgado, de 71 anos, é ainda arguido no caso Montebranco, uma investigação em torno de um alegado esquema de branqueamento de capitais com ligação a bancos suíços.
c/ Lusa