Nomeações para a “Águas de Portugal” causam polémica

| Política

Nova administração da empresa pública "Águas de Portugal" está a causar polémica
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A nomeação de Manuel Frexes, presidente dos autarcas sócias-democratas e da Câmara Municipal do Fundão, e Álvaro Castello-Branco, do CDS-PP e vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, para administradores da empresa “Águas de Portugal” está a causar polémica. O Partido Socialista afirma que Pedro Passos Coelho está a quebrar promessas eleitorais e o Bloco de Esquerda fala partidarização da empresa.

O Governo anunciou que a equipa de administradores da empresa pública está fechada, com a entrada dos dois autarcas, um financeiro do Citigroup e o presidente das Águas de Aveiro. Estes quatro elementos juntam-se a Afonso Lobato de Faria que, em dezembro, foi anunciado como novo presidente da “Águas de Portugal”.

PS fala em “fúria desnorteada”João Ribeiro, porta-voz socialista, afirmou que Pedro Passos Coelho está a quebrar promessas e fala em “fúria desnorteada” das clientelas do PSD e do CDS.

Em declarações à Antena 1, João Ribeiro afirmou que “o país assiste incrédulo à fúria desnorteada das clientelas do PSD e do PP pelos lugares públicos. Os portugueses estão impressionados com a facilidade com que o primeiro-ministro está a quebrar as promessas centrais da sua campanha eleitoral. Se repararem há uma avalanche de indicações e nomeações que desautorizam diariamente o primeiro-ministro”.

“E das duas, uma: ou há aqui um problema de autoridade ou há um problema de promessas quebradas. Se é um problema de autoridade, então o Governo está com uma liderança completamente hipotecada às pequenas clientelas partidárias. Se é um problema de promessas quebradas, então está em causa a própria credibilidade do primeiro-ministro. E em qualquer um desses casos, estamos perante uma situação muito grave”, acrescentou o porta-voz socialista.

BE fala em partidarização das “Águas de Portugal”
Para o Bloco de Esquerda as nomeações de Manuel Frexes e de Álvaro Castello-Branco para a administração das “Águas de Portugal” representa uma partidarização da empresa pública.

“Isto é uma descaradíssima partidarização, com a agravante que isto contrasta flagrantemente com as palavras de Pedro Passos Coelho durante a sua campanha eleitoral”, afirmou João Semedo à TSF.

Para o deputado bloquista, “há, neste caso em concreto, dois aspetos particulares no que diz respeito a Manuel Frexes, é conhecido por um conjunto de processos em tribunal que resultaram de uma dívida da câmara de que ele é presidente às Águas do Zêzere, que pertencem, aliás ao grupo das “Águas de Portugal”, e no caso de Álvaro Castello-Branco, que é vice-presidente da câmara do Porto, e é o atual presidente das Águas do Porto que está em processo de privatização por decisão e Rui Rio”.

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BE, CDS, Manuel Frexes, PS, PSD, nomeações, Álvaro Castello-Branco, Águas de Portugal,

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