Telmo Correia, o parlamentar que Paulo Portas escolheu

| Autarquicas Lisboa 2007

Telmo Correia tinha acabado de assumir a liderança da bancada parlamentar do CDS-PP quando Paulo Portas o anunciou como cabeça-de-lista à Câmara de Lisboa, cabendo-lhe a responsabilidade de suceder a Maria José Nogueira Pinto, ex-vereadora democrata-cristã na autarquia.

Telmo Correia foi eleito por unanimidade líder da bancada parlamentar, a 02 de Maio, no mesmo dia em que o líder do PSD, Marques Mendes, apontava a realização de eleições intercalares como a única saída para a crise política instalada na maior autarquia do país.

Três semanas depois, Paulo Portas, recém regressado à liderança dos democratas-cristãos, anunciaria o seu nome como cabeça-de-lista à Câmara de Lisboa, em congresso.

O "suspense" durou até ao fim, com Paulo Portas a colocar o seu próprio nome em cima da mesa, bem como o de Luís Nobre Guedes e Teresa Caeiro, que acabariam por integrar a lista às eleições intercalares de 15 de Julho.

Eleito para a Assembleia da República pelo círculo de Lisboa, Telmo Augusto Gomes de Noronha Correia nasceu a 04 de Fevereiro de 1960 e licenciou-se em ciências jurídicas pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em 1987, com formação complementar em ciências políticas.

Foi o único ministro do Turismo de Portugal, cargo que exerceu no governo de Pedro Santana Lopes (coligação PSD-CDS/PP), e que veio responder a uma antiga reivindicação do sector, nomeadamente da Confederação do Turismo Português (CTP), uma vez que a pasta é tradicionalmente exercida por secretários de Estado.

Apesar de se ter destacado mais noutras funções políticas, a Câmara Municipal de Lisboa não lhe é um território desconhecido: foi vereador de 1997 a 2001, no mandato de João Soares.

Advogado, foi colaborador do extinto jornal A Capital, onde publicou artigos de opinião entre 2002 e meados de 2004, e marca actualmente presença no ecrã como comentador do painel Frente a Frente na Sic-Notícias.

Docente universitário, colaborou na elaboração de documentos de reflexão política, entre os quais "O CDS e a Questão Europeia" (1998) e "Regionalização O Livro do Não" (1999).

No Parlamento, integra ainda as comissões de Defesa e Assuntos Europeus.

Dos tempos de faculdade, guarda as memórias de dirigente académico: foi presidente da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa em 1984.


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