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Flávio Bolsonaro justifica fuga do Brasil com "perseguição" e diz que vitória de Lula é "matematicamente impossível"
Flávio Bolsonaro diz estar disponível para se candidatar de novo à Presidência do Brasil e volta a questionar a legitimidade dos resultados que levaram à reeleição de Lula da Silva.
Flávio Bolsonaro, que perdeu as eleições presidenciais do Brasil para Lula da Silva, justificou este sábado a fuga para os Estados Unidos com “perseguição” e assegurou que a vitória do adversário é “matematicamente impossível”.
"Há muitas coisas inexplicáveis nestas eleições, que matematicamente é impossível que tenham ocorrido no mundo real, a menos que, como disse, tenha havido algum golo com a mão", afirmou num vídeo em direto transmitido esta madrugada nas redes sociais.
Sem apresentar provas da alegada fraude na segunda volta das eleições do passado dia 25, que prometeu explicar "muito em breve", Bolsonaro apelou a que o Congresso se tornasse uma "trincheira" a partir da qual se resistisse para "impedir ou retardar o grande caos que o atual Presidente da República vai instaurar".
Explicou ainda que abandonou o país rumo aos Estados Unidos, juntamente com a esposa e as duas filhas, depois de ter sido notificado da proibição de viajar para o estrangeiro e da ordem para entregar os passaportes, tanto o diplomático como os comuns, um brasileiro e um italiano.
Segundo o seu relato, a notificação ocorreu na segunda-feira seguinte à votação e no final de uma visita de trinta minutos ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliária por orquestrar uma tentativa de golpe de Estado depois de perder as eleições contra Lula em 2022.
"Olhei para o rosto do meu pai e disse-lhe: ‘Começou a perseguição’", afirmou Flávio Bolsonaro.
Por isso, afirmou, fugiu para "continuar, pelo menos, a ter uma voz ativa" a partir do estrangeiro, uma vez que, ainda segundo o ex-candidato, no Brasil vive-se um "regime de exceção", com as instituições "completamente sequestradas".
"Se for necessário, estarei disponível para disputar novamente a Presidência da República. E não estou a falar de 2030, estou a falar de antes disso", acrescentou.
Lula da Silva foi reeleito com 52% dos votos, contra 48% do candidato do Partido Liberal (PL), uma diferença que se traduziu em mais de quatro milhões de votos.
c/ Lusa