EM DIRETO
Polícia retira tendas dos manifestantes em Lisboa e no Porto. Há 55 detidos

Lula formaliza autorização para levantar sigilos bancários se Flávio fizer o mesmo

Lula formaliza autorização para levantar sigilos bancários se Flávio fizer o mesmo

Desafio foi deixado por Lula durante o debate de domingo, mas Bolsonaro desviou o assunto e não esquivou-se a dar uma resposta.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Sebastião Moreira - Lusa

O Presidente brasileiro, Lula da Silva, entregou hoje no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um documento em que autoriza levantar o seu sigilo fiscal, bancário e telefónico e da sua família se Flávio Bolsonaro fizer o mesmo.

No documento, o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) propõe a divulgação dos dados dos últimos oito anos e desafia o seu adversário do Partido Liberal (PL) a divulgar o sigilo dos seus familiares, bem como as empresas e 'offshores' ligadas ao seu nome.

Na carta anexada ao documento, endereçada ao presidente do TSE, o juiz Kássio Nunes Marques, Lula destaca que a divulgação pública das informações "é fundamental" para o eleitor decidir em quem votar.

"A divulgação pública dos dados bancários, fiscais e telefónicos dos dois candidatos, anterior à próxima quarta-feira (21-10-2026), é fundamental para que a população brasileira seja devidamente informada e possa decidir livremente em quem vai votar", escreveu Lula.

Durante uma conferência de imprensa em Brasília, o secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, lembrou que o Flávio Bolsonaro é investigado no Supremo Tribunal Federal em dois inquéritos por suspeitas de lavagem de dinheiro.

"O nosso adversário responde, é investigado por corrupção em dois inquéritos na Justiça. O presidente Lula é homem honesto, tem a vida limpa", afirmou.

A ideia de levantar o sigilo telefónico e bancário de ambos para mostrar "quem é o mais honesto" foi sugerido pelo líder de esquerda na noite de domingo, durante o primeiro debate na televisão em que Flávio e Lula ficaram frente e a frente.

Durante o debate, que ocorreu a uma semana da segunda volta, os dois adversários trocaram acusações sobre polémicas, escândalos de corrupção e referiram-se mutuamente como ladrões.

Flávio chegou a apelidar a proposta de "engraçada", porque, disse, Lula "não tem celular (telemóvel)".

"Minhas contas estão sempre abertas, tudo o que é meu está declarado à Receita", declarou o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro na noite de domingo.
PUB