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Cargueiro espacial russo desintegra-se no mergulho para a Terra
Terminou em pedaços a missão do cargueiro espacial russo Progress-M-27-M. A nave, sem tripulação, desintegrou-se ao mergulhar na atmosfera da Terra, sobre o Oceano Pacífico. Sai incólume a Estação Espacial Internacional. Ao contrário da reputação da agência russa Roscosmos.
“Só uns poucos pedaços de elementos estruturais podem atingir a superfície do planeta”, garantia na quinta-feira, em comunicado, a agência federal que gere a exploração russa do cosmos. O vaticínio da Roscosmos ter-se-á cumprido. A Progress-M-27-M desfez-se em pedaços ao precipitar-se pela atmosfera da Terra.A Roscosmos lança três a quatro cargueiros espaciais
por ano com vista ao abastecimento das equipas da Estação Espacial
Internacional. Os seis astronautas atualmente a bordo do laboratório
espacial dispõem ainda de reservas para vários meses.
A queda da órbita terrestre deu-se pouco depois das 2h00. A nave partiu a 28 de abril do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, carregada de material – comida, combustível e outros mantimentos - para o reabastecimento da Estação Espacial Internacional. Deveria ter acoplado à estrutura ainda na semana passada.
Todavia, os operadores terrestres perderam o controlo pouco depois do lançamento do foguetão Soyuz que transportava o cargueiro.
A Roscosmos viu-se sem a possibilidade de prever a hora e o local precisos para a queda da Progress. Mas nunca se mostrou inquieta, manifestando a convicção de que a nave acabaria por se desintegrar na abordagem à atmosfera.
A Estação Espacial Internacional deverá agora receber 2,2 toneladas de material científico e outras provisões, o mais tardar, a 19 de junho. O reabastecimento será feito por uma nave Dragon, da norte-americana SpaceX.
Reveses russos
Com a destruição da Progress-M-27-M - o último de uma série de reveses sofridos pela agência russa de exploração espacial -, os cofres de Moscovo viram pulverizar-se 2,6 mil milhões de rublos, o equivalente a 458 milhões de euros.
Poucos dias antes do colapso da missão da Progress, a Roscosmos perdeu um foguetão experimental após a descolagem de um complexo do norte da Rússia. E em 2013 a sombra do fracasso abatera-se sobre o lançamento de três satélites Glonass, o futuro sistema russo de navegação. O foguetão Proton que transportava os satélites explodiu.
Em marcha está agora um inquérito, a cargo de uma comissão formada nos últimos dias. Apurar as circunstâncias que levaram à queda descontrolada do cargueiro é a tarefa confiada aos técnicos. O Kremlin espera receber as conclusões da investigação até 13 de maio.
Há uma semana, em conferência de imprensa, o vice-presidente da Roscosmos, Alexander Ivanov, deixava escapar que o incidente teria ocorrido no momento da “separação entre a nave e o foguetão”.
Por sua vez, o número um da agência, Igor Komarov, explicou que “o lançamento e a subida do foguetão” ter-se-ão “desenrolado normalmente”: “Mas um segundo e meio depois da separação da nave os instrumentos de medição deixaram de emitir”.
Segundo as agências de notícias russas, o desastre da Progress poderá ter já produzido consequências no programa de exploração: o adiamento da partida de uma equipa de cosmonautas para a Estação Espacial Internacional, inicialmente prevista para 26 de maio.
A queda da órbita terrestre deu-se pouco depois das 2h00. A nave partiu a 28 de abril do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, carregada de material – comida, combustível e outros mantimentos - para o reabastecimento da Estação Espacial Internacional. Deveria ter acoplado à estrutura ainda na semana passada.
Todavia, os operadores terrestres perderam o controlo pouco depois do lançamento do foguetão Soyuz que transportava o cargueiro.
A Roscosmos viu-se sem a possibilidade de prever a hora e o local precisos para a queda da Progress. Mas nunca se mostrou inquieta, manifestando a convicção de que a nave acabaria por se desintegrar na abordagem à atmosfera.
A Estação Espacial Internacional deverá agora receber 2,2 toneladas de material científico e outras provisões, o mais tardar, a 19 de junho. O reabastecimento será feito por uma nave Dragon, da norte-americana SpaceX.
Reveses russos
Com a destruição da Progress-M-27-M - o último de uma série de reveses sofridos pela agência russa de exploração espacial -, os cofres de Moscovo viram pulverizar-se 2,6 mil milhões de rublos, o equivalente a 458 milhões de euros.
Poucos dias antes do colapso da missão da Progress, a Roscosmos perdeu um foguetão experimental após a descolagem de um complexo do norte da Rússia. E em 2013 a sombra do fracasso abatera-se sobre o lançamento de três satélites Glonass, o futuro sistema russo de navegação. O foguetão Proton que transportava os satélites explodiu.
Em marcha está agora um inquérito, a cargo de uma comissão formada nos últimos dias. Apurar as circunstâncias que levaram à queda descontrolada do cargueiro é a tarefa confiada aos técnicos. O Kremlin espera receber as conclusões da investigação até 13 de maio.
Há uma semana, em conferência de imprensa, o vice-presidente da Roscosmos, Alexander Ivanov, deixava escapar que o incidente teria ocorrido no momento da “separação entre a nave e o foguetão”.
Por sua vez, o número um da agência, Igor Komarov, explicou que “o lançamento e a subida do foguetão” ter-se-ão “desenrolado normalmente”: “Mas um segundo e meio depois da separação da nave os instrumentos de medição deixaram de emitir”.
Segundo as agências de notícias russas, o desastre da Progress poderá ter já produzido consequências no programa de exploração: o adiamento da partida de uma equipa de cosmonautas para a Estação Espacial Internacional, inicialmente prevista para 26 de maio.