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FAO recomenda consumo de alforrecas para salvar pescado
"Se não conseguimos combatê-las, comemo-las!" Foi desta forma que os especialistas da FAO (organização da ONU para a alimentação e agricultura) recomendaram esta quinta-feira novas formas de luta contra a proliferação de alforrecas (medusas). De acordo com a FAO, várias espécies de alforreca estão a ameaçar os stocks de peixe de tal forma que já começaram a suplantar o pescado, sobretudo no Mediterrâneo e no Mar do Norte.
A melhor forma de eliminar as alforrecas será, consideram os especialistas da FAO, transforma-las em produtos alimentares, de acordo com um relatório da organização da ONU publicado em Roma.
Outra possibilidade sugerida pela agência é a exploração da "medusa imortal" (Turritopsis nutricula), capaz de inverter o ciclo de envelhecimento e possível futura base de produtos regenerativos para os seres humanos.
A FAO reconhece que a diminuição de peixe se tem devido à sobre-exploração dos stocks mas aponta agora o dedo também às alforrecas, que parecem estar a expandir-se.
"A pesca intensiva, que faz desaparecer os grandes predadores marinhos, é um dos fatores que explicam esta proliferação das alforrecas. Um ciclo vicioso pode seguir-se pois as alforrecas alimentam-se das larvas de peixe e dos juvenis," sublinha a FAO.
"As medusas podem ter repercussões consideráveis nos ovos e larvas de peixe, seja diretamente, seja por entrarem em competição com outras espécies pelo alimento. É preciso por isso tê-las em conta na aproximação eco sistémica da gestão das pescas," afirma a agência da ONU.
Os desfalques dos stocks de pescado devido às alforrecas, começaram a fazer-se sentir nos anos 80 do século XX, quando a espécie Mnemiopsis leidyi, habitante do Oceano Atlântico foi introduzida acidentalmente no Mar Negro. Teve ali um efeito devastador entre os peixes e arrasou a indústria pesqueira local, afirma a FAO.

O problema só ficou resolvido quando se introduziu uma outra alforreca invasora, a Beroe ovata, que se alimenta da Menemiopsis.
Recentemente a FAO recomendou igualmente o consumo de insetos para suprir as necessidades alimentares mundiais da população humana.
Outra possibilidade sugerida pela agência é a exploração da "medusa imortal" (Turritopsis nutricula), capaz de inverter o ciclo de envelhecimento e possível futura base de produtos regenerativos para os seres humanos.
A FAO reconhece que a diminuição de peixe se tem devido à sobre-exploração dos stocks mas aponta agora o dedo também às alforrecas, que parecem estar a expandir-se.
"A pesca intensiva, que faz desaparecer os grandes predadores marinhos, é um dos fatores que explicam esta proliferação das alforrecas. Um ciclo vicioso pode seguir-se pois as alforrecas alimentam-se das larvas de peixe e dos juvenis," sublinha a FAO.
"As medusas podem ter repercussões consideráveis nos ovos e larvas de peixe, seja diretamente, seja por entrarem em competição com outras espécies pelo alimento. É preciso por isso tê-las em conta na aproximação eco sistémica da gestão das pescas," afirma a agência da ONU.
Os desfalques dos stocks de pescado devido às alforrecas, começaram a fazer-se sentir nos anos 80 do século XX, quando a espécie Mnemiopsis leidyi, habitante do Oceano Atlântico foi introduzida acidentalmente no Mar Negro. Teve ali um efeito devastador entre os peixes e arrasou a indústria pesqueira local, afirma a FAO.
O problema só ficou resolvido quando se introduziu uma outra alforreca invasora, a Beroe ovata, que se alimenta da Menemiopsis.
Recentemente a FAO recomendou igualmente o consumo de insetos para suprir as necessidades alimentares mundiais da população humana.