Mundo
Ciências
Nobel da Física para estudos sobre expansão do universo
O Prémio Nobel da Física foi hoje atribuido aos investigadores americanos Saul Perlmutter, Brian P Schmidt e Adam G Riess pelos seus trabalhos sobre "a aceleração da expansão do Universo através da observação de supernovas distantes".
As supernovas são explosões de estrelas muito luminosas que podem ser observadas a muitos milhões de quilómetros de distância. As supernovas marcam o fim das estrelas que colapsam sobre si mesmas e explodem, espalhando o seu material a enormes velocidades. São fenómenos curtos que duram apenas algumas semanas ou meses antes de desaparecerem.
Para detetar supernovas, e uma vez que se trata de fenómenos fugazes, os investigadores tiram enormes fotografias do céu em períodos diferentes, usando grandes telescópios. Depois, por subtracção e usando potentes instrumentos estatísticos, conseguem perceber em que zonas do céu estarão supernovas visíveis. No caso dos artigos que acabaram por dar este prémio Nobel, era importante que o número de supernovas distantes detetadas fosse suficiente para conseguir dados estatisticamente significativos.
Segundo o comunicado de imprensa do comité Nobel, em 1998, dois grupos de investigação "abanaram as fundações da cosmologia". Um desses grupos era chefiado por Saul Perlmutter e o outro por Brian Schimdt, onde Adam Riess viria a ter um papel fundamental. "Os grupos de investigação correram para mapear o Universo, localizando as supernovas mais distantes", explica o comunicado da Fundação Nobel. "Em conjunto, os dois grupos de investigação descobriram 50 supernovas distantes, cuja luz era mais fraca do que o esperado - o que deu o sinal de que a expansão do Universo estava a acelerar".
"Durante quase um século, sabia-se que o Universo estava a expandir-se como uma consequência do Big Bang há cerca de 14 mil milhões de anos", diz o comunicado. "No entanto, a descoberta de que esta expansão está a acelerar é surpreendente. Se a expansão continuar a acelerar o Universo acabará em gelo".
Patrícia Castro, ex-investigadora do Centro de Astrofísica do Instituto Superior Técnico e atualmente consultora na empresa Cap Gemini, escreveu vários artigos científicos sobre as supernovas distantes. É até co-autora do artigo fundamental de 1998 de Saul Perlmutter e não tem dúvidas sobre a importância da descoberta: "É o reconhecimento merecido de um trabalho de grande valor e impacto na cosmologia".
Na altura em que o artigo foi escrito, Patrícia Castro estava em Berkeley, na Califórnia, no grupo de Saul Perlmutter a terminar o seu projeto de licenciatura: "Por sorte cheguei a tempo de participar no artigo, assisti à sua elaboração e ajudei, como outros, na análise das supernovas que o grupo detetou".
Posteriormente, Patrícia Castro acabou por se doutorar em Astrofísica na Universidade de Oxford, foi bolseira de pós-doutoramento na Universidade de Edimburgo e no Centro de Astrofísica do Instituto Superior Técnico, de onde saiu em 2010: "Por falta de perspectivas de investigação em Portugal, acabei por sair da investigação com grande pena minha e estou a agora a trabalhar como consultora na Cap Gemini, em Lisboa."
Para detetar supernovas, e uma vez que se trata de fenómenos fugazes, os investigadores tiram enormes fotografias do céu em períodos diferentes, usando grandes telescópios. Depois, por subtracção e usando potentes instrumentos estatísticos, conseguem perceber em que zonas do céu estarão supernovas visíveis. No caso dos artigos que acabaram por dar este prémio Nobel, era importante que o número de supernovas distantes detetadas fosse suficiente para conseguir dados estatisticamente significativos.
Segundo o comunicado de imprensa do comité Nobel, em 1998, dois grupos de investigação "abanaram as fundações da cosmologia". Um desses grupos era chefiado por Saul Perlmutter e o outro por Brian Schimdt, onde Adam Riess viria a ter um papel fundamental. "Os grupos de investigação correram para mapear o Universo, localizando as supernovas mais distantes", explica o comunicado da Fundação Nobel. "Em conjunto, os dois grupos de investigação descobriram 50 supernovas distantes, cuja luz era mais fraca do que o esperado - o que deu o sinal de que a expansão do Universo estava a acelerar".
"Durante quase um século, sabia-se que o Universo estava a expandir-se como uma consequência do Big Bang há cerca de 14 mil milhões de anos", diz o comunicado. "No entanto, a descoberta de que esta expansão está a acelerar é surpreendente. Se a expansão continuar a acelerar o Universo acabará em gelo".
Patrícia Castro, ex-investigadora do Centro de Astrofísica do Instituto Superior Técnico e atualmente consultora na empresa Cap Gemini, escreveu vários artigos científicos sobre as supernovas distantes. É até co-autora do artigo fundamental de 1998 de Saul Perlmutter e não tem dúvidas sobre a importância da descoberta: "É o reconhecimento merecido de um trabalho de grande valor e impacto na cosmologia".
Na altura em que o artigo foi escrito, Patrícia Castro estava em Berkeley, na Califórnia, no grupo de Saul Perlmutter a terminar o seu projeto de licenciatura: "Por sorte cheguei a tempo de participar no artigo, assisti à sua elaboração e ajudei, como outros, na análise das supernovas que o grupo detetou".
Posteriormente, Patrícia Castro acabou por se doutorar em Astrofísica na Universidade de Oxford, foi bolseira de pós-doutoramento na Universidade de Edimburgo e no Centro de Astrofísica do Instituto Superior Técnico, de onde saiu em 2010: "Por falta de perspectivas de investigação em Portugal, acabei por sair da investigação com grande pena minha e estou a agora a trabalhar como consultora na Cap Gemini, em Lisboa."