Ciências
Obama cria a maior reserva marinha natural do mundo
É agora a maior área do planeta classificada como reserva natural. A região marinha de Papahanaumokuakea, dentro das águas territoriais dos Estados Unidos, foi aumentada permitindo a salvaguarda de muitas espécies, que se encontram nesta zona, agora protegidas das actividades predadoras humanas, como a pesca desenfreada.
São mais de 1200 as espécies que agora se encontram um pouco mais resguardadas da caça ilegal e furtiva realizada pelo homem.
A área da reserva natural marinha de Papahanaumokuakea, localizada na costa oeste dos Estados Unidos, no Pacifico, foi aumentada.
Criada por ordem presidencial, há dez anos, pelo então presidente dos Estados Unidos George W. Bush, numa tentativa de corrigir a imagem ambiental negativa, que até então tinha mostrado, deu ordem para estabelecer uma área de 363 mil quilómetros quadrados, como reserva natural marinha, na região peninsular do Havai.A reserva natural marinha ocupa agora uma área equivalente a 12 territórios de Portugal continental.
Agora e nas vésperas da visita a esta região pelo seu sucessor na Casa Branca, Barack Obama decidiu que a área existente era residual e mandou quadruplicar o tamanho do santuário, estabelecendo desta forma a maior reserva marinha do planeta.
A declaração oficial foi feita a conhecer no dia 26 de agosto, na habitual conferência ao jornalistas dada na Casa Branca.
Com mais de um milhão e duzentos mil quilómetros quadrados, esta reserva natural marinha, localizada a noroeste do arquipélago havaiano, é composta por um grupo de atóis baixos, registados em 2010, como património mundial pela UNESCO.
Lar de plantas classificadas e de mais de sete mil espécies marinhas, este santuário, agora alargado, acolhe espécies como o albatroz-de-cauda-curta, baleia azul, tartarugas, mas também algumas em vias de extinção, como a foca-monge, ameaçadas pela caça humana.

São mais de oito mil as especies marinhas que habitam a reserva natural de Papahanaumokuakea - Foto: Reuters
A decisão de alargamento surge após um grupo de cientistas, nos finais de junho, ter chamado a atenção de Barack Obama, através de uma carta, para a fragilidade deste território norte-americano.
Nesta carta referiram a necessidade de proteger toda a biodiversidade, incluindo o coral preto, considerado um dos elementos vivos mais antigos do planeta, datados alguns com mais de 4250 anos, que vive em águas profundas desta área.
Para além de darem a conhecer ao presidente a biodiversidade, os cientistas esclareceram Obama que não só a fauna e flora era importante, mas também o próprio solo marinho, informando-o que dos 110 montes submarinos identificados, muitas das espécies que lá vivem ainda não são conhecidas pelo homem.
O nome Papahanaumokuakea, na cultura tradicional havaiana, está diretamente ligado ao sagrado, considerando esta que o local é o destino para onde os espíritos retornam após a morte.
Mais do que uma crença, agora este santuário natural é uma realidade, protegendo gerações futuras de animais, fauna e também da humanidade.
A área da reserva natural marinha de Papahanaumokuakea, localizada na costa oeste dos Estados Unidos, no Pacifico, foi aumentada.
Criada por ordem presidencial, há dez anos, pelo então presidente dos Estados Unidos George W. Bush, numa tentativa de corrigir a imagem ambiental negativa, que até então tinha mostrado, deu ordem para estabelecer uma área de 363 mil quilómetros quadrados, como reserva natural marinha, na região peninsular do Havai.A reserva natural marinha ocupa agora uma área equivalente a 12 territórios de Portugal continental.
Agora e nas vésperas da visita a esta região pelo seu sucessor na Casa Branca, Barack Obama decidiu que a área existente era residual e mandou quadruplicar o tamanho do santuário, estabelecendo desta forma a maior reserva marinha do planeta.
A declaração oficial foi feita a conhecer no dia 26 de agosto, na habitual conferência ao jornalistas dada na Casa Branca.
Com mais de um milhão e duzentos mil quilómetros quadrados, esta reserva natural marinha, localizada a noroeste do arquipélago havaiano, é composta por um grupo de atóis baixos, registados em 2010, como património mundial pela UNESCO.
Lar de plantas classificadas e de mais de sete mil espécies marinhas, este santuário, agora alargado, acolhe espécies como o albatroz-de-cauda-curta, baleia azul, tartarugas, mas também algumas em vias de extinção, como a foca-monge, ameaçadas pela caça humana.
São mais de oito mil as especies marinhas que habitam a reserva natural de Papahanaumokuakea - Foto: Reuters
A decisão de alargamento surge após um grupo de cientistas, nos finais de junho, ter chamado a atenção de Barack Obama, através de uma carta, para a fragilidade deste território norte-americano.
Nesta carta referiram a necessidade de proteger toda a biodiversidade, incluindo o coral preto, considerado um dos elementos vivos mais antigos do planeta, datados alguns com mais de 4250 anos, que vive em águas profundas desta área.
Para além de darem a conhecer ao presidente a biodiversidade, os cientistas esclareceram Obama que não só a fauna e flora era importante, mas também o próprio solo marinho, informando-o que dos 110 montes submarinos identificados, muitas das espécies que lá vivem ainda não são conhecidas pelo homem.
O nome Papahanaumokuakea, na cultura tradicional havaiana, está diretamente ligado ao sagrado, considerando esta que o local é o destino para onde os espíritos retornam após a morte.
Mais do que uma crença, agora este santuário natural é uma realidade, protegendo gerações futuras de animais, fauna e também da humanidade.