Obama espera ver humanos em Marte na década de 2030

O Presidente norte-americano anunciou, num texto publicado pela estação CNN, que o Governo Federal irá cooperar com empresas privadas de modo a evoluir nos sectores da ciência e tecnologia. Barack Obama espera ver os primeiros astronautas a pisar o solo de Marte na década de 2030.

RTP /
Jim Young - Reuters

Segundo o Presidente dos Estados Unidos, esta aprofundada exploração espacial representa “uma parte essencial do nosso carácter – a curiosidade, inovação, engenho e ambição”. O plano é enviar humanos a Marte e fazê-los regressar em segurança: “um passo gigante” para a Humanidade.

“Dentro dos próximos dois anos, empresas privadas irão enviar pela primeira vez astronautas à Estação Espacial Internacional”, afirmou Obama. O passo seguinte será “construir novos meios que consigam transportar e manter astronautas em missões de longa duração no espaço”, o que permitirá entender de que forma “os humanos conseguem viver longe da Terra”. Algo essencial para que se possa realizar a viagem a Marte.

Para que todos os objetivos possam ser cumpridos, torna-se fundamental investir na educação e preparar os estudantes – “a geração Marte” – com um enriquecido percurso científico. Obama elogiou o ex-Presidente Eisenhower pela sua dedicação “nos campos da ciência e da matemática nas escolas na altura em que criou a NASA”, em 1958. Algo que parece continuar a surtir resultados nos EUA, onde todos os anos “mais de 100 mil engenheiros concluem o curso”.
“Olhar mais profundamente para o universo”
Barack Obama realçou ainda os avanços já alcançados durante a sua Presidência. “Nos primeiros meses, a minha administração fez o maior investimento em investigação na nossa história e eu fui ao Centro Espacial Kennedy incitar à revigoração do nosso programa espacial para que este explorasse melhor o sistema solar e olhasse mais profundamente que nunca para o universo”.
Atualmente, “mais de mil entidades ao longo de quase todos os 50 Estados estão a trabalhar em iniciativas relacionadas com a exploração do espaço”, declarou Obama.
Os esforços do Governo norte-americano resultaram num aumento da criação de empregos na área da indústria espacial por parte de empresas privadas.

“No ano passado, a NASA descobriu água em Marte e vestígios de gelo numa das luas de Júpiter”, continuou.

“Plutão foi visto em alta resolução” e os telescópios espaciais detetaram planetas semelhantes à Terra. Atualmente, os EUA encontram-se em missões para “interagir com asteroides de modo a aprender como proteger o planeta de uma possível colisão” enquanto, simultaneamente, se torna possível entender as origens da vida na Terra.
“Melhorar a vida na Terra”
O Presidente dos EUA afirmou que esta semana irão reunir-se, na cidade de Pittsburgh (Estado da Pensilvânia), “alguns dos melhores cientistas, engenheiros, inovadores e estudantes norte-americanos” para discutir o progresso da descoberta espacial.

“Quando os astronautas do Programa Apollo partiram em descoberta da Lua, perceberam que tinham descoberto a Terra”, concluiu Obama. Se os Estados Unidos continuarem a liderar a exploração espacial, “não só beneficiaremos de avanços na energia, medicina, agricultura e inteligência artificial, como poderemos compreender melhor o nosso ambiente e o ser humano”.

A esperança do Presidente cessante dos Estados Unidos é que, quando os avanços planeados acontecerem, seja possível “melhorar a vida na Terra”.
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