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Para que serve uma baleia na menopausa
A teoria da evolução de Darwin tem as suas espinhas e as fêmeas que sobrevivem muitos anos após a menopausa é uma delas. Para que serve uma fêmea se já não procria e que portanto deixou de passar os seus genes? É o caso das mulheres e das baleias. Tanto uma como a outra chegam a viver três ou mais décadas nesse período infértil.
Fêmeas que vivem trinta anos pós-menopausa é um tema que deu que pensar aos cientistas. Encaixar esse facto nas teorias da evolução de Charles Darwin tem sido – apesar de pouco se falar disso – um desafio para a comunidade científica.
A resposta parece estar agora plasmada no texto de um grupo de cientistas das universidades de Exeter e Nova Iorque. As equipas de Lauren Brent e Darren Croft acabam de o publicar no “Current Biology”, a revista científica que cobre o que vai acontecendo na biologia, genética, neurobiologia e ecologia, apenas para referir algumas das suas áreas de interesse.
O problema que se colocava inicialmente era (e é) o da “utilidade” das fêmeas após a menopausa. Trata-se de um dado que não encaixa com os pressupostos da Teoria da Evolução das Espécies, já que esses traços de existência tardia deixam de ser transmitidos às gerações futuras.
É no entanto “um problema” que não se coloca na equação existencial de todas as espécies. De facto, quase todas acabam por viver a sua vida como um período fértil por natureza, interrompido exactamente pela morte. Há no entanto dois casos que contrariam este facto: a mulher e a baleia.
Trinta anos de velha sabedoria
É esperado que tanto na mulher como na baleia se assista a uma sobrevida que pode chegar aos 30 anos após o surgimento da menopausa. Mas para quê? Estranha questão a que os cientistas parece estarem agora preparados para responder.A investigação sustenta que é a sua sabedoria, o conhecimento do ambiente em volta e a memória que mantêm de diversas situações que aporta o referido benefício [darwiniano] ao grupo, em particular aos jovens que levam os seus genes.
E a resposta é mais simples do que complicada: para transmitir sabedoria [ecológica] aos netos. A resposta encontrada pelas equipas das universidades de Exeter e Nova Iorque vale para já para as baleias.
Os biólogos estudaram a orca e a baleia piloto de barbatanas curtas, as espécies de baleia em que a vida se prolonga além do período de fertilidade. De acordo com os cientistas, a menopausa nestes grandes mamíferos é explicável no sentido em que aportem algum benefício ao grupo familiar.
A tese que vinha sendo sustentada afirmava que os seus genes eram passados a filhos e netos não de forma material mas através da convivência e dos papéis que ocupam na estrutura familiar. Era no entanto uma teoria que não havia ainda sido validada.
O estudo Lauren Brent-Darren Croft vem agora confirmar que são as orcas menopáusicas que dirigem o grupo quando este sai a caçar salmões, o seu alimento de eleição. Sobretudo, tomam as rédeas em tempos difíceis, quando o pescado é escasso.
A investigação sustenta que é a sua sabedoria, o conhecimento do ambiente em volta e a memória que mantêm de diversas situações que aporta o referido benefício [darwiniano] ao grupo, em particular aos jovens que levam os seus genes.
A resposta parece estar agora plasmada no texto de um grupo de cientistas das universidades de Exeter e Nova Iorque. As equipas de Lauren Brent e Darren Croft acabam de o publicar no “Current Biology”, a revista científica que cobre o que vai acontecendo na biologia, genética, neurobiologia e ecologia, apenas para referir algumas das suas áreas de interesse.
O problema que se colocava inicialmente era (e é) o da “utilidade” das fêmeas após a menopausa. Trata-se de um dado que não encaixa com os pressupostos da Teoria da Evolução das Espécies, já que esses traços de existência tardia deixam de ser transmitidos às gerações futuras.
É no entanto “um problema” que não se coloca na equação existencial de todas as espécies. De facto, quase todas acabam por viver a sua vida como um período fértil por natureza, interrompido exactamente pela morte. Há no entanto dois casos que contrariam este facto: a mulher e a baleia.
Trinta anos de velha sabedoria
É esperado que tanto na mulher como na baleia se assista a uma sobrevida que pode chegar aos 30 anos após o surgimento da menopausa. Mas para quê? Estranha questão a que os cientistas parece estarem agora preparados para responder.A investigação sustenta que é a sua sabedoria, o conhecimento do ambiente em volta e a memória que mantêm de diversas situações que aporta o referido benefício [darwiniano] ao grupo, em particular aos jovens que levam os seus genes.
E a resposta é mais simples do que complicada: para transmitir sabedoria [ecológica] aos netos. A resposta encontrada pelas equipas das universidades de Exeter e Nova Iorque vale para já para as baleias.
Os biólogos estudaram a orca e a baleia piloto de barbatanas curtas, as espécies de baleia em que a vida se prolonga além do período de fertilidade. De acordo com os cientistas, a menopausa nestes grandes mamíferos é explicável no sentido em que aportem algum benefício ao grupo familiar.
A tese que vinha sendo sustentada afirmava que os seus genes eram passados a filhos e netos não de forma material mas através da convivência e dos papéis que ocupam na estrutura familiar. Era no entanto uma teoria que não havia ainda sido validada.
O estudo Lauren Brent-Darren Croft vem agora confirmar que são as orcas menopáusicas que dirigem o grupo quando este sai a caçar salmões, o seu alimento de eleição. Sobretudo, tomam as rédeas em tempos difíceis, quando o pescado é escasso.
A investigação sustenta que é a sua sabedoria, o conhecimento do ambiente em volta e a memória que mantêm de diversas situações que aporta o referido benefício [darwiniano] ao grupo, em particular aos jovens que levam os seus genes.