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Vulcão ameaça populações no Congo
O Vulcão Nyamuragira entrou em atividade e ameaça a cidade de Goma, perto da fronteira com o Ruanda. O perigo não vem só dos rios de lava que podem alcançar as populações mas também dos gases tóxicos aprisionados no fundo de um lago próximo.
Vulcanólogos do Observatório de Goma e do Gabinete da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários estão a acompanhar a evolução a par e passo.
Kasereka, um vulcanólogo da área, diz que, nesta fase, as populações devem estar atentas à queda de cinzas: "O fluxo de lava está por enquanto no parque e a destruir o meio ambiente. O ecosistema está a ser afetado, os animais estão a fugir. As coisas estão a evoluir muito depressa, em menos de 24 horas já há 15 quilómetros de lava".
Dario Tedesco, ao serviço da ONU diz, em comunicado, que o mais preocupante não é a erupção. "Se a atividade sísmica alcança o Lago Kivu, aqui próximo, pode combinar-se com a atividade vulcânica no fundo do lago e perturbar o equilíbrio das camadas de dióxido de carbono e de gás metano, ali acumuladas."
"Se isso acontecer, o lago pode emitir gases tóxicos e tornar-se uma ameaça letal às populações em torno do lago," acrescenta. "A atividade sísmica esta também a alargar fissuras já existentes na área, ameaçando novos fluxos de lava e de gases", conclui o comunicado.
Uma dessas fissuras foi descoberta sob a Igreja de Kanisa La Mungu, no centro de Goma. Está a deixar escapar apenas pequenas quantidades de dióxido de carbono mas a área foi selada depois de duas mulheres, que limpavam a Igreja, terem desmaiado devido aos gases.
O Nyamuragira é vizinho de um outro vulcão, o Nyiragongo, que a 17 de janeiro de 2011 entrou em atividade, emitindo um rio de rocha fundida que dividiu Goma em dois, arrasou 35 por cento da cidade e deixou 400 mil pessoas dependentes de ajuda externa.
Os especialistas esperam que o Nyamuragira, que entra em atividade todos os anos ou de dois e dois anos, entre em erupção dentro de dias, no máximo semanas.
Goma fica no leste da República Democrática do Congo, perto do Uganda, do Burundi e e da Tanzania.
Kasereka, um vulcanólogo da área, diz que, nesta fase, as populações devem estar atentas à queda de cinzas: "O fluxo de lava está por enquanto no parque e a destruir o meio ambiente. O ecosistema está a ser afetado, os animais estão a fugir. As coisas estão a evoluir muito depressa, em menos de 24 horas já há 15 quilómetros de lava".
Dario Tedesco, ao serviço da ONU diz, em comunicado, que o mais preocupante não é a erupção. "Se a atividade sísmica alcança o Lago Kivu, aqui próximo, pode combinar-se com a atividade vulcânica no fundo do lago e perturbar o equilíbrio das camadas de dióxido de carbono e de gás metano, ali acumuladas."
"Se isso acontecer, o lago pode emitir gases tóxicos e tornar-se uma ameaça letal às populações em torno do lago," acrescenta. "A atividade sísmica esta também a alargar fissuras já existentes na área, ameaçando novos fluxos de lava e de gases", conclui o comunicado.
Uma dessas fissuras foi descoberta sob a Igreja de Kanisa La Mungu, no centro de Goma. Está a deixar escapar apenas pequenas quantidades de dióxido de carbono mas a área foi selada depois de duas mulheres, que limpavam a Igreja, terem desmaiado devido aos gases.
O Nyamuragira é vizinho de um outro vulcão, o Nyiragongo, que a 17 de janeiro de 2011 entrou em atividade, emitindo um rio de rocha fundida que dividiu Goma em dois, arrasou 35 por cento da cidade e deixou 400 mil pessoas dependentes de ajuda externa.
Os especialistas esperam que o Nyamuragira, que entra em atividade todos os anos ou de dois e dois anos, entre em erupção dentro de dias, no máximo semanas.
Goma fica no leste da República Democrática do Congo, perto do Uganda, do Burundi e e da Tanzania.