Conversa Capital com Ana Trigo Morais

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Conversa Capital com Ana Trigo Morais

Depois das greves do período do Natal, as negociações para contrato colectivo entre os sindicatos e a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição ainda estão longe do fim.

Em entrevista à Antena 1 no programa Conversa Capital, a diretora-geral da APED, Ana Trigo Morais, acusa os sindicatos de alguma rigidez e de estarem à espera do que vai acontecer em matéria de legislação laboral. Ainda assim adianta que já foi possível chegar a acordo sobre a equiparação do trabalho nos armazéns ao trabalho nas lojas.

Veja aqui a entrevista de Rosário Lira (Antena1) e Sara Ribeiro (Jornal de Negócios) na íntegra:
 


Segundo Ana Trigo Morais, uma das medidas que está em cima da mesa e com a qual os sindicatos não concordam mas a APED também não abdica é a criação de um banco de horas especifico para o sector. 

Já quanto aos aumentos salariais, outra matéria em discussão, 4,5 por cento como pretendem os sindicatos está fora de causa. Não se compromete com valores mas adianta que 4,5 por cento sobretudo depois do aumento do salário mínimo está muito longe do possível. Ainda assim o sector vai continuar a criar emprego. Estima a APED que crie 10 mil postos nos próximos dois anos. 

O consumo também está a aumentar. Ana Trigo Morais revelou que o volume de vendas cresceu 3,4 por cento em 2017 e por comparação com o ano anterior o trimestre do Natal por comparação com 2016, registou um aumento de 4,5 por cento.
 
A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição não concorda com as novas regras de aplicação da TAX FREE (reembolso do IVA no regresso ao país) previstas para 2018 e está em conversações com o governo para que volte atrás.
 
A Diretora Geral da APED pede ao governo para não mexer numa medida que agrada a quem compra e a quem vende.  
 
Já quanto à taxa de segurança alimentar que permitiu ao governo arrecadar em 2016 mais de 35 milhões de euros, Ana Trigo Morais refere que a taxa é "desiquilibrada", "injusta" e está a penalizar demasiado o sector do retalho. Defende por isso que se alargue a base da incidência porque a aplicação da taxa também beneficia todos. Lembra no entanto que a taxa continua a pagar despesa que devia ser paga pelo Orçamento do Estado.
 

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