Economia
Conversa Capital
Conversa Capital com Castro Henriques, presidente da AICEP
Em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, o presidente da AICEP revela que o Luandaleaks não teve impacto no relacionamento comercial de Portugal com Angola. "Não é uma alteração de acionistas, numa mão cheia de empresas, que afeta isso" adianta Luís Filipe de Castro Henriques
Foto: Antena1
Segundo o presidente da AICEP, o que tem impacto é o ciclo económico atual de Angola. Nesse sentido, as empresas portuguesas que têm atividade relevante e permanente em Angola mantém-se, mas com uma atividade menor.
Castro Henriques admite que 2020 é um ano "com muita poeira no ar", ou seja, com fatores de incerteza a nível internacional que condicionam as opções de investimento, mas ainda assim, acredita que vai manter os níveis recorde de investimento atingidos em 2019, uma vez que já tem em processo mais de 2 mil milhões de euros de potenciais investimentos. Nesta projeção para 2020, o projeto do lítio, em toda a cadeia de valor, não está incluído porque não há projetos que estejam em fase de ser contratualizados e ainda há muitas incertezas.
Para captar investimento estrangeiro para Portugal estão a ser negociados, caso a caso, benefícios fiscais em investimentos acima dos 10 e 25 milhões de euros e "a proporção de benefícios fiscais tem vindo a aumentar", porque no reinvestimento as empresas têm apresentado mais resultados em Portugal. Luis Filipe de Castro Henriques admite que nos 1, 17 mil milhões de euros de investimento registados no ano passado, o benefício fiscal rondará os 200 milhões de euros.
Quanto ao impacto do Coronavírus na economia, o presidente da AICEP não tem dúvidas: se houver bloqueios produtivos na China, isso vai ter um impacto muito grande no comércio global e pode por em causa os objetivos de crescimento das exportações.
Pode ver aqui na íntegra esta entrevista de Luís Filipe de Castro Henriques, presidente da AICEP a Rosário Lira (Antena1) e Alexandra Machado (Jornal de Negócios):