Covid-19. Estados Unidos reduzem de 10 para 5 dias isolamento de assintomáticos

As autoridades norte-americanas reduziram de dez para cinco dias a duração do período de isolamento das pessoas que testam positivo para a covid-19, desde que estas estejam assintomáticas, foi agora anunciado.

RTP /
Os Estados Unidos reduziram de 10 para 5 dias o isolamento de assintomáticos, apesar da doença continuar a progredir EPA

O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, precisou, num comunicado citado pela Agência France Presse, que esta alteração é “justificada pela ciência”, segundo a qual a maioria das infeções acontecem nos dois dias antes e nos três dias após o surgimento de sintomas.

Estas atualizações permitem que todos continuem com a vida quotidiana em segurança”, referiu a diretora do CDC, Rochelle Walensky, citada no comunicado.

Quem fizer a dose de reforço e tiver contacto com um caso positivo não precisa de quarentena, mas deve usar máscara junto de outras pessoas durante 10 dias. Quem estiver vacinado apenas com duas doses para lá de 6 meses deve fazer isolamento de cinco dias e usar máscara por outros seis. São algumas mudanças de procedimento das autoridades de saúde norte americanas.
Antena 1

A variante Ómicron, mais transmissível que as anteriores, já é maioritária nos Estados Unidos e o número de casos tem aumentado bastante no país, com mais de 200 mil casos diários nos últimos dias, aproximando-se do recorde de janeiro deste ano.

As autoridades norte-americanas estão preocupadas com a possível paralisação de alguns setores económicos por falta de mão-de-obra.

Ao reduzir para metade os dias de isolamento das pessoas assintomáticas, as autoridades de saúde aconselham-nas a que usem máscara nos cinco dias seguintes.

Em 23 de dezembro, as autoridades norte-americanas já tinham reduzido a duração do período de isolamento para os cuidadores.

As recomendações do CDC têm valor de referência e são amplamente seguidas nos Estados Unidos, mas não constituem uma obrigação federal.

O forte aumento do número de casos no país, e os períodos de isolamento necessários, levaram a que as companhias aéreas cancelassem centenas de voos nos últimos dias.

Na segunda-feira, o presidente norte-americano, Joe Biden, reconheceu que hospitais em todo o país estão “sobrecarregados, em termos de equipamentos e de pessoal”, mas pediu aos norte-americanos que não entrem “em pânico”.

c/ Lusa
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