"A Arte de Driblar Destinos". Prémio LeYa atribuído a Celso José da Costa

O prémio de 50 mil euros atribuído ao escritor brasileiro distingue a obra "A Arte de Driblar Destinos". A escolha de Celso José da Costa, conhecida esta quarta-feira, colheu a unanimidade do júri.

RTP /

O anúncio foi feito na sede do grupo LeYa, em Alfragide, no concelho da Amadora, depois de dois dias de reuniões do júri ao qual presidiu Manuel Alegre, que destacou o "forte pendor autobiográfico" da obra.

Celso José da Costa, de 73 anos, é matemático, natural do Estado do Paraná, no Brasil.

À presente edição do Prémio LeYa concorreram 218 originais, oriundos de Portugal, Alemanha, Brasil, Espanha, Holanda, Inglaterra, Japão, Moçambique e Polónia.No ano passado, o Prémio LeYa foi atribuído a “As Pessoas Invisíveis”, de José Carlos Barros.


A escritora e poeta angolana Ana Paula Tavares, a jornalista, escritora e crítica literária portuguesa Isabel Lucas, o editor, jornalista e tradutor brasileiro Paulo Werneck, os professores Lourenço do Rosário, fundador e antigo reitor da Universidade Politécnica de Maputo, e José Carlos Seabra Pereira, da Universidade de Coimbra, assim como o escritor português Nuno Júdice são os outros elementos do júri.
"Sempre um efeito surpresa"

Ouvida pela RTP, Isabel Lucas, membro do júri, destacou o "efeito surpresa" do Prémio LeYa.
"Há livros onde isso não parece assim tão relevante. Neste caso, tornou-se relevante, não apenas por ser a figura que é - não se espera que um matemático com esta idade escreva um primeiro livro e que seja vencedor de um prémio - e depois o facto da origem dele. É um matemático que nasceu numa pequena cidade do interior do Paraná, no sul do Brasil, e percebe-se algumas coisas do que ali se passa, naquele território que ele retrata no livro", assinalou.

Atribuído desde 2008, o prémio distinguiu dez obras inéditas, de autores de Portugal, Brasil e Moçambique, não tendo sido entregue em três edições por decisão do júri, devido a falta de qualidade dos originais
. Em 2020 foi adiado, por causa da pandemia. Gabriela Ruivo Trindade, com o romance “Uma Outra Voz”, foi a única escritora distinguida até ao momento.

Com o valor de 50 mil euros, o Prémio LeYa é o maior prémio literário para romances inéditos em língua portuguesa, podendo concorrer autores sob pseudónimo.

Ao longo de todo o processo de leitura e avaliação, a autoria dos romances é desconhecida. O nome do autor do romance vencedor, selado em sobrescrito, apenas é conhecido depois de tomada a decisão do júri, explica o grupo editorial, que patrocina o prémio.

c/ Lusa
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