A experiência de expatriados em trabalhos de três artistas
Três artistas - um português, um bósnio e um brasileiro - "contam" através da pintura, desenho, escultura, vídeo e design a sua experiência comum de expatriados, numa exposição patente a partir do dia 21 no Centro Cultural de Cascais.
O português, Júlio Silva, nasceu em Cascais e vive há 10 anos em Oslo, onde dirige uma Escola de arte e é proprietário de uma galeria.
O bósnio, Rus Mesic, refugiado da guerra da Bósnia, vive também na Noruega, e o brasileiro, Alex Fleming, em Berlim.
Ouvido pela Lusa, Júlio Silva referiu que a exposição, a que os três artistas deram o "pesado" título de "A casa de Hades" (o deus/o mundo dos mortos), reúne trabalhos em técnicas e materiais diferenciados que articulam um discurso centrado na condição do expatriado.
"O que mais nos interessou - esclareceu - foi a possibilidade de, digamos assim, tornar visível o Hades (palavra grega que significa `invisível`). Os trabalhos que aqui reunimos são, sobretudo, de pintura, os meus, instalações, os de Mesic e, numa vertente politizada e documental, as esculturas de Fleming".
Os trabalhos expostos ocupam seis salas em dois andares do Centro. Poderão ser vistos até 3 de Setembro.