"A Gaivota", de Tchekov, estreia n`A Cornucópia, Lisboa, dia 30
Dezoito anos depois de ter estreado uma peça de Anton Tchekov, A Cornucópia volta, dia 30, ao dramaturgo russo, com a "A Gaivota", que assinala um ciclo dedicado a Tchekov, informou hoje A Cornucópia.
Com tradução de Fiame Hasse Pais Brandão, "A Gaivota" que agora sobe à cena do Teatro do Bairro Alto é a mesma versão estreada em 1992 pelo Teatro da Graça, revista por Nina Guerra.
"Atelier Tchekov", a estrear em Junho com encenação da francesa Christine Laurent, é o título provisório da segunda peça elaborada a partir de "O Cerejal" e da primeira encenação desta por Stanislavsky dedicada ao dramaturgo russo, que A Cornucópia estreou em 1988 com "As três irmãs", numa encenação de Rui Mendes.
"A Gaivota" é a primeira das quatro grandes peças, juntamente com "O tio Vânia", "As três irmãs" e "O Cerejal", que Stanislavsky encenou e que ficaria como emblema do Teatro de Arte de Moscovo.
Centrada em torno das relações entre a arte e a vida, "A Gaivota" acabou por se tornar uma peça de referência para o teatro contemporâneo.
A acção de "A Gaivota" situa-se numa quinta russa nos finais do século XIX onde um jovem escritor, filho de uma actriz de sucesso, apresenta à família a sua peça de teatro representada pela jovem que ama.
A mãe do jovem escritor e o amante desta, um escritor de sucesso, não compreendem a peça.
A jovem aspirante a actriz acaba por se apaixonar pelo escritor de sucesso com quem foge para Moscovo, enquanto o jovem escritor permanece no campo a escrever.
Dois anos depois, regressa às escondidas com um filho do escritor.
Um regresso difícil que desemboca no suicídio do jovem escritor.
A busca da felicidade, o sentido da existência, a dificuldade de amar e as diferenças de classe são assim alguns dos temas abordados em "A Gaivota", que vai estar em cena de terça-feira a sábado às 21:30 e aos domingo às 16:00 até 07 de Maio.
Dinis Gomes (Medvedenko), Duarte Guimarães (Treplev), Luís Lima Barreto (Dorn), Luís Miguel Cintra (Sorin), José Manuel Mendes (Chamraev), Márcia Breia (Polina), Ricardo Aibéo (Trigorin), Rita Durão (Nina), Rita Loureiro (Arkadina), Teresa Sobral (Macha) e Tiago Matias (Yakov) integram o elenco da peça, encenada por Luíz Miguel Cintra, com cenário e figurino de Cristina Reis e desenho de luz de Daniel Worm.