"A Neve", de Ana Teresa Pereira, ganha Prémio Máxima de Literatura 2007
Ana Teresa Pereira ganhou o Prémio Máxima de Literatura 2007, com o seu romance "A neve", publicado pela editora Relógio d`Água, disse hoje à Lusa a presidente do júri Laura Luzes Torres.
Nascida em 1958 no Funchal, onde vive, Ana Teresa Pereira tem 30 obras publicadas, a primeira das quais, "Matar a Imagem", um conto policial, saiu em 1989 e ganhou o Prémio Caminho Policial.
Tem na sua bibliografia várias outras obras também em registo policial, registando-se ainda incursões na literatura infantil, iniciadas em 1991 com "A Casa da Areia" e "A Casa dos Penhascos", que deram assim início a uma nova colecção para jovens.
Em 1990 na colecção Campo da Palavra publicou o seu primeiro romance "As Personagens".
O júri do Prémio Máxima de Literatura é composto por Laura Luzes Torres (actual directora da revista Máxima), Madalena Fragoso (anterior directora), Maria Helena Mira Mateus (presidente do Instituto de Linguística Teórica e Computacional) e os escritores José Eduardo Agualusa e Leonor Xavier.
O Prémio Especial do Júri, já anunciado quarta-feira pela Lusa, foi para Deana Barroqueiro, com o romance "D. Sebastião e o Vidente", publicado pela Porto Editora, que tem como tema o relacionamento entre o rei D. Sebastião e Miguel Leitão de Andrada, um fidalgo de Pedrógão Grande, com dotes de vidente, que acompanha o rei ao longo da sua curta vida, até ao desastre de Alcácer-Quibir.
O Prémio Máxima de Literatura/Ensaio foi para Theresa Schedel de Castello-Branco, com a obra "Na Rota da Pimenta", obra que "proporciona um acesso inteligente à história dos primeiros tempos dos portugueses na Índia", de acordo com a sinopse da editora Presença.
"A autora faz-nos sentir o colorido próprio daqueles tempos, ao retratar com vivacidade e pormenor aspectos concretos do dia-a-dia, hábitos, tradições, costumes, mentalidades e comportamentos, trata com originalidade questões relevantes e factos pouco conhecidos sobre a presença portuguesa na Índia", acrescenta.
Laura Luzes Torres disse à Lusa que o júri decidiu não atribuir este ano o Prémio Máxima de Literatura/Revelação considerando que as obras concorrentes a este prémio não tinham a qualidade suficiente para tal distinção.