A noite dos Linkin Park, com 83.000 pessoas
Lisboa, 27 mai (Lusa) - Os norte-americanos Smashing Pimpkins podem ter ficado com a honra de fechar, no sábado, o festival Rock in Rio Lisboa, mas a noite foi dos Linkin Park, que mobilizaram 83 mil pessoas, segundo dados finais da organização.
Para grande parte dos espetadores, a noite não foi de descoberta, mas de recordações, para rever algumas das bandas que passaram pelo Parque da Bela Vista.
Aconteceu com os Limp Bizkit, com os The Offspring e com os Linkin Park, em particular com estas duas últimas bandas norte-americanas, que estiveram no Rock in Rio de 2008.
Os Linkin Park, a banda de metal alternativo que incluiu nos anos 1990 elementos do hip hop nas composições, foram responsáveis por esgotar o recinto há quatro anos e quase bisaram nesta edição.
Tal como os The Offspring, os Linkin Park tinham a hipótese de mostrar um novo álbum, a editar em junho, mas preferiram apostar no seguro, sabendo que teriam a audiência a seus pés, tocando apenas um par de temas novos.
Tudo o resto foi recordar os discos anteriores, que o público conhece bem, a avaliar pelo coro de milhares de vozes que se juntou em canções como "In the end", "Somewhere I belong" e "Numb".
Chester Bennington e Mike Shinoda, as vozes dos Linkin Park, retribuíram com a colocação de uma bandeira portuguesa em cena e no contacto direto com a multidão quando desceram do palco durante algumas canções.
No concerto houve ainda dois momentos distintos: Um em que um dos vocalista levou uma monumental assobiadela por ter envergado um cachecol do Futebol Clube do Porto, e outro em que o grupo interpretou um excerto de "Sabotage", dos Beastie Boys, recordando assim Adam Yauch, um dos fundadores deste grupo, que morreu no começo do mês.
Findo o concerto, milhares de pessoas decidiram ir embora, tendo ficado uma multidão mais folgada para o último concerto, o dos Smashing Pumpkins, liderados por Billy Corgan, o único membro sobrevivente da formação inicial.
Com um alinhamento desigual e com pouca empatia com o público - apesar da longa relação que tem com Portugal - o grupo rock alternativo recordou o passado, atestado em "Today", "Starla", "The beginning is the end is the beginning", "Disarm", "Ava Adore" e "1979", experimentou "Oceania", tema do novo disco, homónimo, e ainda reinterpretou "Space Oddity", de David Bowie.
A música prossegue até às 04:00 na tenda eletrónica com Azari & III e com The Magician.
O Rock in Rio Lisboa volta no dia 01 de junho com a estreia em Portugal dos Maroon 5 e o regresso de Ivete Sangalo e Lenny Kravitz.