"A Portuguesa de Nápoles" conta a aventura trágica de Leonor da Fonseca Pimentel

A história de Leonor da Fonseca Pimentel, escritora e uma das primeiras jornalistas europeias, que morreu na forca em 1799 devido aos seus ideais revolucionários, é contada no livro "A Portuguesa de Nápoles", a lançar sexta-feira.

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"A Portuguesa de Nápoles" é a versão portuguesa de "Il Resto di Niente", um livro escrito pelo italiano Enzo Striano em 1982 e publicado quatro anos depois em Itália, onde vendeu mais de 400 mil exemplares.

Agora, mais de 20 anos depois, a história de Leonor da Fonseca Pimentel, figura que desempenhou um papel importante na revolução jacobina de Nápoles de 1797, inspirada pela revolução francesa, chega a Portugal num volume editado pela Quetzal.

Ao longo de 450 páginas, o livro reconstitui a vida de Leonor, filha de um diplomata português, nascida em Roma em 1752.

Fala da sua educação, do empenho político, da amizade com intelectuais e revolucionários, dos seus amores e da morte na forca aos 47 anos.

Leonor da Fonseca Pimentel fundou o jornal "Il Monitore Napolitano", considerado o primeiro jornal político napolitano e foi uma defensora do primado da educação.

O lançamento do livro de Enzo Striano (1927-1987) terá lugar no Instituto Italiano de Cultura, em Lisboa, numa sessão em que será exibido o filme "Il Resto di Niente", protagonizado por Maria de Medeiros e apresentado pela realizadora Antonietta de Lillo.


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