"Alpendre a cinco vozes" de Antero Barbosa vence Prémio Literário Orlando Gonçalves

| Cultura

A obra "Alpendre a cinco vozes", da autoria de Antero Barbosa, venceu a 22.ª Edição do Prémio Literário Orlando Gonçalves, na categoria de ficção narrativa, anunciou hoje a Câmara Municipal da Amadora, responsável pelo galardão.

O prémio será entregue no próximo sábado, na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, durante a IV Festa do Livro da Amadora, que decorre entre os dias 13 e 15, no âmbito das comemorações dos 40 anos da cidade.

Antero Barbosa receberá cerca de cinco mil euros e verá a sua obra ser editada com o patrocínio da autarquia, que instituiu este prémio literário em 1998, com o objetivo de homenagear a memória do escritor e jornalista Orlando Gonçalves e incentivar a produção literária.

O Prémio Literário Orlando Gonçalves destina-se a galardoar, anualmente e de forma alternada, uma obra de ficção narrativa e um trabalho jornalístico de investigação ou grande reportagem.

À modalidade de ficção podem concorrer todas as pessoas maiores de idade, na modalidade de trabalho jornalístico, de investigação ou grande reportagem, podem concorrer todos os detentores da carteira profissional, segundo o regulamento.

No ano passado, o prémio foi atribuído à jornalista Joana Pereira Bastos na modalidade de jornalismo, pela reportagem "A vida que a chuva levou", sobre as cheias ocorridas na madrugada de 25 para 26 de novembro de 1967, na região de Lisboa, que causaram a morte a mais de 500 pessoas, nos bairros mais pobres, constituindo o maior desastre natural em Portugal, desde o terramoto de 1755.

Entre os vencedores de edições anteriores estão autores como José Viale Moutinho, Rui Hebron, Joaquim Franco e Nuno de Figueiredo.

Este ano, o júri do concurso foi constituído por Carlos Vaz Marques, representante da Câmara Municipal da Amadora, Tiago Torres da Silva, representante da Sociedade Portuguesa de Autores, e José Manuel Mendes, da Associação Portuguesa de Escritores.

Antero Barbosa nasceu em Marco de Canavezes (Vila Boa de Quires), em 1956, sendo residente no Porto desde 1976.

Licenciou-se em Estudos Portugueses (Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Universidade Aberta) e tem exercido a sua carreira profissional nos serviços de ação social e na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Entre as obras que publicou, contam-se títulos como "Câmara lenta da morte" (2017), que venceu o Prémio Literário Fernanda Botelho, ou "Cenografia", livro de poesia que lhe valeu o prémio de poesia Brétema, em 1990.

Tópicos:

Brétema, Literário Fernanda Botelho, Literário Orlando Gonçalves, Piteira, Quires, Vaz, Viale Minho Hebron,

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