Amadora vai ficar sem livrarias, autarquia procura interessados

O fecho da livraria Bertrand, previsto para Outubro, vai deixar o concelho da Amadora sem uma única livraria, mas a autarquia garantiu hoje que está à procura de livreiros que se interessem por aquele mercado.

Agência LUSA /

"Queremos encontrar um parceiro para abrir uma livraria na Amadora", disse à Lusa o vereador com o pelouro da Cultura, António Moreira (PS).

O autarca acrescentou que já realizou um primeiro contacto com a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros e que a Câmara "colaborará no surgimento de uma solução".

A única livraria do concelho, a Bertrand, no Centro Comercial Continente, vai fechar em Outubro, afirmou à Lusa o administrador do grupo António Pinheiro.

"O contrato terminou e a Sonae [proprietária do centro comercial] tem um projecto diferente para aquele espaço", disse, acrescentando que não foi a falta de lucros a ditar o fim do estabelecimento.

A Bertrand está a negociar a abertura de uma livraria no futuro Centro Comercial Dolce Vita Tejo, que estará pronto em 2007.

Até lá, e depois da livraria Clepsidra, no Centro Comercial Babilónia, ter encerrado, o concelho da Amadora não deverá ter qualquer livraria.

O vereador da Cultura sublinhou que "a oferta de leitura pública na Amadora é muito grande".

Os 175 mil habitantes do concelho podem recorrer à Biblioteca Municipal da Amadora e às bibliotecas das juntas de freguesia da Falagueira, Mina, Venteira, Brandoa e Alfragide.

Este ano começará a ser construída a Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, que terá dois pólos, um dos quais já está em funcionamento na freguesia de São Brás.

O Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem tem uma biblioteca especializada, assim como a Escola Superior de Teatro e Cinema e o Fundo Fernando Piteira Santos.

"Não acho que seja dramático, considerando que é uma cidade- dormitório, em que as pessoas têm muita mobilidade e vão comprar fora do concelho", avançou o administrador da Bertrand.

Para António Pinheiro, esta "não é uma situação específica do sector livreiro", mas faz parte de uma tendência comum a outros produtos e serviços.

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