Animal Collective e Sigur Ros na primeira enchente do quinto Primavera Sound

A primeira noite do festival Primavera Sound, que decorre no Porto até domingo, terminou hoje de madrugada com casa cheia, ao som dos norte-americanos Animal Collective e dos islandeses Sigur Ros.

Lusa /

Nem a chuva, apesar de pouco intensa, afastou os milhares de espetadores do Parque da Cidade, que permaneceram até às 02:30 para assistir a um espetáculo de autêntica desconstrução das várias estéticas mais populares da música.

Longe de serem uma banda de êxitos `pop`, o coletivo de Baltimore (EUA) apostou, no palco principal do festival, que segue na sua quinta edição, numa seleção enérgica de temas da sua já vasta carreira - iniciada em 2003 -, mas foi com FloriDada, do mais recente disco ("Painting With") que um refrão - coisa rara nos temas da banda - foi cantado e dançado.

Este álbum, de 2016, que é o décimo dos Animal Collective, tem sido considerado pela crítica internacional como um dos mais bem conseguidos, embora muito coerente com os anteriores, mantendo as harmonias vocais e as referências `folk` de várias latitudes do planeta num plano criativo, mais do que suficiente para assegurar o estatuto de festival alternativo ao evento, que decorre até domingo.

Num plano completamente diferente, sem a mesma energia, mas com acordes bem mais melódicos, os islandeses Sigur Ros regressaram a um palco português para triunfar à custa dos seus trabalhos mais antigos, nomeadamente "Agaetis Byrjun" (1999) e "( )" (2002).

O primeiro dia do Primavera Sound de 2016 começou com os portugueses Sensible Soccers, que, apesar de terem entrado em palco a meio da tarde, ainda com o recinto a encher, já há muito provaram que agradam bem mais do que a uma "imensa minoria", sobretudo no momento em que apresentam em palco temas do seu segundo longa duração, "Vila Soledad", editado este ano.

Nota ainda para o concerto dos nova-iorquinos Parquet Courts, em digressão para promover o quinto trabalho de originais, "Human Performance", também deste ano, com a mesmíssima estética `indie-rock` de "Sunbathing Animal" (2014), que os colocou em patamares de sucesso internacional.

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