Antropólogo diz ter descoberto cadáver de vampira em Veneza

Roma, 13 Mar (Lusa) - O antropólogo forense Matteo Borrini encontrou numa vala comum de 1576, em Veneza, Itália, o cadáver de uma mulher que se pensa ter sido vampira, por ter um pedaço de ladrilho dentro da boca.

© 2009 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

De acordo com o italiano Borrini, em 2006 ele descobriu uma vala comum na ilha de Lazareto Nuevo, em que encontrou um corpo com um ladrilho na boca, que servia para impedir que a vampira atacasse os outros mesmo estando sepultada.

Veneza foi devastada por várias pragas na Idade Média, pelo que era frequente as pessoas serem enterradas em valas comuns.

O antropólogo afirma que, quando o povo de Veneza escavou algumas dessas valas, encontrou uma mulher com o ventre inchado e outras características que os levaram a crer que se tratava de uma vampira.

De acordo com a investigação, na época pensava-se que os vampiros, figuras a que as lendas ancestrais atribuíam a culpa pelas pestes, se alimentavam das "mortalhas dos mortos".

Por isso, acreditava-se também que era preciso pôr uma pedra na boca do vampiro para que este deixasse de se alimentar dos outros mortos e morresse definitivamente.

NZD/MF.

.

Tópicos
PUB