Ao segundo dia houve nostalgia de Brian Wilson e `mosh` em Mudhoney

Dois dos nomes grandes da segunda noite do Primavera Sound no Porto abrangiam níveis diferentes de nostalgia: Brian Wilson assinalava os 50 anos de "Pet Sounds", enquanto os Mudhoney, popularizados em 1988, tiveram direito a `mosh`.

Lusa /

À espera do mentor dos Beach Boys, já o público se acumulava diante do palco Nos do quinto Primavera Sound, no Parque da Cidade do Porto, meia hora antes do arranque previsto para as 20:00, com números que vieram a aumentar após o fim do concerto de Destroyer no palco ao lado.

Às 19:59 a banda entra em palco, com Wilson sentado ao centro: "Olá, Porto! Obrigado. Quão alto conseguem as raparigas gritar? Quão alto conseguem os rapazes gritar?", perguntou de seguida, antes do começo com "California Girls".

Apesar de o vento deslocar a projeção do som e da voz do septuagenário Wilson, o público respondia a canções mais conhecidas como "Wouldn`t It Be Nice?" (que deu início à sequência do disco "Pet Sounds") ou "Sloop John B".

Em "God Only Knows", a canção que o Beatle Paul McCartney disse ser "muito emocional" e capaz de o levar às lágrimas sempre, chegou a ser possível avistar espectadores a chorar.

Nas últimas três canções do concerto, o público, muito do qual já havia abandonado o local, voltou a correr para a frente do palco para ouvir (e dançar ao som de) temas como "Barbara Ann", "Surfin` USA" e "Fun Fun Fun".

Uma hora depois de PJ Harvey entrar no mesmo palco onde havia tocado Brian Wilson, empunhando um saxofone para começar a sua atuação com "Chain of Keys", tema do novo disco - "The Hope Six Demolition Project" - que pontuou a atuação a par de "Let England Shake", os Mudhoney entraram no palco Ponto e cumprimentaram as centenas que os aguardavam com um "boa noite, senhoras e senhores".

Se com "Suck You Dry" o concerto arrancou, foi quando o vocalista Mark Arm gritou "Jesus take me to a higher place" que o público, então já alguns milhares, disparou um copo para o céu, começou aos empurrões e se dedicou até ao `crowdsurfing`.

À medida que a banda de Seattle encerrava o concerto, que incluiu "Touch me, I`m Sick", tema mais célebre do seu reportório, o projeto Kiasmos, de Olafur Arnalds e de Janus Rasmussen, estava ainda prestes a começar, depois de dificuldades técnicas que atrasaram o espetáculo em 23 minutos, o que, por sua vez, fez com que o concerto de Beach House se atrasasse também alguns minutos, quando, pelas 01:15 de sábado, uma multidão aguardava a dupla norte-americana.

O festival Primavera Sound regressou ao Porto na quinta-feira para a quinta edição e termina hoje com a atuação de bandas como Drive Like Jehu, Unsane e Air, entre muitas outras.

 

 

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