Cultura
Aos 94 anos. Morreu o escritor Milan Kundera
Morreu Milan Kundera, noticiou esta quarta-feira a televisão pública checa. O escritor francês de origem checa, autor da célebre obra "A Insustentável Leveza do Ser", tinha 94 anos.
"Infelizmente, posso confirmar que o senhor Milan Kundera faleceu ontem (terça-feira) após uma doença prolongada", disse à AFP Anna Mrazova, porta-voz da Biblioteca Milan Kundera na cidade natal do escritor.
Milan Kundera nasceu a 1 de abril de 1929, em Brnö, na antiga Checoslováquia, e em 1975 fixou residência em Paris, adotando em 1981 a nacionalidade francesa. Autor de uma vasta obra, que abrange o romance, o ensaio e a poesia, Kundera é considerado um dos mais importantes escritores do século XX.
"A Insustentável Leveza do Ser" é a sua obra mais aclamada pelos leitores e pela crítica e em muito contribuiu para o tornar um autor reconhecido internacionalmente. A obra foi adaptada ao cinema em 1988.
Entre outros, Milan Kundera recebeu o Prémio Médicis (1973), o Prémio Mondello (1978), o Prémio Common Wealth (1981), o Prémio Jerusalém (1985) e o Prémio Independent de Literatura Estrangeira (1991). O trabalho de Milan Kundera foi desde sempre elogiado pela forma como o escritor retratava temas entre o mundo real e o imaginário. Comunista entusiasta desde os 18 anos, Kundera ingressou no partido após a tomada do poder na Checoslováquia, na sequência da II Guerra Mundial.
O escritor foi expulso do partido pela primeira vez em 1956. “Era 1948, os comunistas tinham acabado de triunfar no meu país e eu estava de mãos dadas com outros estudantes comunistas. Então um dia, eu disse algo que não devia, fui expulso da festa e tive que sair do círculo", escreveu Kundera em “O Livro do Riso e do Esquecimento”.
Depois de ter sido expulso, Kundera foi reintegrado no partido antes de ser definitivamente expulso em 1970, após a sua participação ativa na Primavera de Praga, em 1968.
"A Insustentável Leveza do Ser" é a sua obra mais aclamada pelos leitores e pela crítica e em muito contribuiu para o tornar um autor reconhecido internacionalmente. A obra foi adaptada ao cinema em 1988.
Entre outros, Milan Kundera recebeu o Prémio Médicis (1973), o Prémio Mondello (1978), o Prémio Common Wealth (1981), o Prémio Jerusalém (1985) e o Prémio Independent de Literatura Estrangeira (1991). O trabalho de Milan Kundera foi desde sempre elogiado pela forma como o escritor retratava temas entre o mundo real e o imaginário. Comunista entusiasta desde os 18 anos, Kundera ingressou no partido após a tomada do poder na Checoslováquia, na sequência da II Guerra Mundial.
O escritor foi expulso do partido pela primeira vez em 1956. “Era 1948, os comunistas tinham acabado de triunfar no meu país e eu estava de mãos dadas com outros estudantes comunistas. Então um dia, eu disse algo que não devia, fui expulso da festa e tive que sair do círculo", escreveu Kundera em “O Livro do Riso e do Esquecimento”.
Depois de ter sido expulso, Kundera foi reintegrado no partido antes de ser definitivamente expulso em 1970, após a sua participação ativa na Primavera de Praga, em 1968.
Kundera foi condenado por ostracismo após criticar a invasão soviética da Checoslováquia, em 1968. O escritor exilou-se em França em 1975, começando a dar aulas na Universidade de Rennes. Em 1981, François Mitterrand, presidente francês na altura, concedeu-lhe a nacionalidade francesa.
Desde então, Kundera vivia no centro de Paris com a esposa Vera.
c/ agências