Arquiteto Manuel Aires Mateus distinguido com Prémio Pessoa 2017

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O arquiteto Manuel Aires Mateus venceu o Prémio Pessoa 2017. O nome do galardoado foi revelado ao início da tarde no Palácio de Seteais, em Sintra.

O arquiteto Manuel Aires Mateus é reconhecido pela sua arquitetura moderna e contemporânea. O Centro de Criação Contemporânea de Tours, em França, e o Museu de Design e Arte Conteporânea de Lausanne, na Suíça, são duas das suas obras de destaque no estrangeiro. Em Portugal, Aires Mateus idealizou a sede da EDP em Lisboa.

Um edifício “com dois fragmentos paralelos, o arquiteto constrói uma praça virada a sul protegida por brise-soleils, com grande efeito plástico. Nestes edifícios, ultrapassa-se o mero cumprimento do programa, construindo-se cidade”, sublinha o júri do Prémio Pessoa.


O júri do Prémio Pessoa apresenta a arquitetura de Mateus Aires como “moderna, abstrata e contemporânea” mas sublinha que o seu estilo “parte de uma recolha de formas e materiais vernaculares portugueses, que integra de um modo exemplar”.

“A construção de formas e volumes é feita com um caráter inovador, por subtração de matéria, esculpindo vazios, contrariando assim o sentido clássico do projetar”, elogiam os membros do júri.

O júri escreve ainda que, “na obra doméstica e na recuperação de edifício é raro provocar ruturas, mas não cede a mimetismos fáceis, conseguindo estabelecer uma continuidade entre passado e atualidade”.

Manuel Aires Mateus nasceu em Lisboa em 1963 e licenciou-se na Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa em 1986, tendo trabalhado com o arquiteto Gonçalo Byrne de 1983 a 1988.
"Intervenção relevante e inovadora"
O prémio Pessoa distingue anualmente uma personalidade portuguesa que tenha tido uma "intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica".

O vencedor da edição do ano passado foi o escritor e filólogo Frederico Lourenço, de quem o júri elogiou o "traço singular" de ter oferecido "à língua portuguesa as grandes obras de literatura clássica".

O Prémio Pessoa, que vai na sua 31.ª edição, tem um valor monetário de 60 mil euros e é uma iniciativa do jornal Expresso, com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos.

O júri do Prémio Pessoa 2017 é composto por Francisco Pinto Balsemão (Presidente), Emídio Rui Vilar (Vice-Presidente), Ana Pinho, António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, Eduardo Souto de Moura, José Luís Porfírio, Maria Manuel Mota, Pedro Norton, Rui Magalhães Baião e Rui Vieira Nery.

O Prémio Pessoa foi atribuído pela primeira vez em 1987, ao historiador José Mattoso.

Desde então foram reconhecidos, entre outros, o poeta António Ramos Rosa, a pianista Maria João Pires, os investigadores António e Hanna Damásio, o neurocirurgião João Lobo Antunes, o arquiteto Eduardo Souto Moura, o constitucionalista José Joaquim Gomes Canotilho, a historiadora Irene Flunser Pimentel, o ensaísta Eduardo Lourenço, a investigadora Maria Manuel Mota e o artista plástico Rui Chafes.

(C/ Lusa)

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