Artista Ana Vidigal revela novas obras sobre "o tempo político" em Lisboa

| Cultura

A artista plástica Ana Vidigal vai inaugurar na quarta-feira uma exposição com novas obras, em vários suportes, sobre o tema do "tempo político" na Galeria Baginski, em Lisboa.

Com inauguração prevista para as 22:00, a exposição, que leva no título o nome da artista, reúne trabalhos, pinturas e colagens sobre papel.

Ana Vidigal tem vindo a sublinhar que, nos seus trabalhos, regressa sempre ao tema do Tempo, à sua maneira de o encarar e de o compreender.

"E é sobre este tempo novo, onde porém se repetem erros e estratégias do passado, que esta nova série de trabalhos se debruça", de acordo com uma nota da Galeria Baginski.

"Tenho todas estas coisas guardadas. Quando inicio um novo ciclo de trabalho, abro caixas, escolho coisas. Estas, que formam o tempo/corpo desta exposição, foram ao longo dos últimos dez anos postas de lado. Desta vez ficaram-me na mão. Eu própria me interroguei porquê", descreve a artista num texto sobre as novas obras.

"Mas ao fim ao cabo sempre soube a resposta. Este é um tempo político. Que de repente nos caiu no colo", acrescenta.

Nascida em Lisboa, em 1960, Ana Vidigal tem vindo a recorrer à pintura, colagem, `assemblage` e instalação como processos de descontextualização e reconfiguração de imagens retiradas de diversas fontes, explorando os valores sociais, políticos e memórias.

Tendo concluído o curso de Pintura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, em 1984, Ana Vidigal foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, ente 1985 e 1987.

Entre outras, realizou as exposições individuais "Jugular", Centro Cultural Português -- Instituto Camões, Luanda, Angola (2014), "The brain is deeper than the sea", Museu do Chiado, 2011.

Em 2010 foi alvo de uma exposição antológica retrospetiva no Centro de Arte Moderna -- Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, com "Menina Limpa Menina Suja", com curadoria de Isabel Carlos, que a selecionou, em 2009, para a 9.ª Bienal de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos.

O seu trabalho encontra-se representado nas coleções do Centro de Arte Moderna -- Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, na Coleção António Cachola, em Elvas, na Culturgest, em Lisboa, na Coleção Berardo, em Lisboa, e no Centro Manuel de Brito, em Algés.

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