Artistas africanos resgatam materiais e criam obras com sustentabilidade

"Rescue Op" ou operação de resgate é a nova exposição do Pavilhão 31 do Júlio de Matos e reúne seis artistas: Ana Silva, Bento Oliveira, Cristiano Mangovo, Gonçalo Mabunda e Nelo Teixeira

Diana Palma Duarte - RTP /
Vasculhar, recolher e voltar a imaginar, são, para a curadora da mostra, Katherine Sirois, os eixos da mostra organizada em conjunto com a associação Carpe Diem.

Gonçalo Mabunda tem um trabalho assente na reutilização de sucata e restos de armamento da guerra civil moçambicana. Veio de Moçambique para Lisboa, como vem tantas vezes, desta para revisitar as peças realizadas há uma década, hoje nas mãos de colecionadores privados.
Há uma cadeira que pode impressionar alguns. Feita de armas, balas e material bélico assente numa caixa de viagem, como se um trono de algum chefe de tribo se tratasse.
Mabunda pediu esta e outras 4 obras emprestadas aos atuais donos, eles disseram sim, e agora figuram temporáriamente ao lado de peças dos angolanos Ana Silva ou Nelo Teixeira.

Ana Silva apresenta uma espécie de estendal artístico.
Sacos de plástico, tecidos usados e outros materiais caracterizados pela sua leveza física usados para explorar as fronteiras convencionais que tendem a desconectar a arte, o design, a moda, a cultura erudita e a popular.

Já Nelo Teixeira acumula objetos triviais, ás vezes inúteis, como latas ou saquinhos de pequenas doses de uísque. E com eles pode fazer instalações, esculturas, colagens.

De cabo-verde vêm as obras de Bento Oliveira que mantém um diálogo estreitos com as diversas tradições artesanais locais.

"Rescue OP" está aberta ao público de forma gratuita na galeria Pavilhão 31 até 24 de Junho.
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