Artistas e obras dividem espaço no "Dicionário de Escultura Portuguesa"
Nomes de escultores e exemplos de peças combinam-se no "Dicionário de Escultura Portuguesa", dirigido pelo catedrático José Fernandes Pereira e editado pela Caminho, que esta semana coloca a obra nas livrarias.
O professor universitário de Belas-Artes contou, para este volume único, com a colaboração de sete investigadores: Maria João Ortigão, Eduardo Duarte, Fernando António Baptista Pereira, José Maria da Silva Lopes, Paulo Simões Nunes, Rita Mega e José Carlos Pereira.
Na introdução, José Fernandes Pereira sublinha que não foi sua intenção reunir todos os escultores, tendo excluído "os nomes de menor significado, aqueles cuja obra é diminuta, inexistente" e todos os que "tiveram aparições apenas pontuais, sem qualquer sequência".
Ao nível das esculturas, o director da obra escolheu destacar as que, "pelo seu valor escultórico, colocaram novos problemas ou avançaram com novas propostas para a arte portuguesa" e seleccionou também peças "em função do seu valor simbólico ou pela presença marcante no imaginário nacional".
Além de indicar vários nomes, o dicionário contempla outras matérias relacionadas com a escultura, caso dos materiais e das tecnologias, e aborda aspectos teóricos relacionados com a historiografia e a crítica da arte.
A relação - e as contaminações - entre a escultura e outras artes são também referidas no "Dicionário de Escultura Portuguesa", que inclui ainda diversas ilustrações, a preto e branco e a cores, com exemplos de esculturas de vários pontos do país.