Artistas portuguesas Ângela Ferreira e Catarina Simão na 17.ª Bienal de Istambul

por Lusa

As artistas portuguesas Ângela Ferreira e Catarina Simão estão entre os mais de 80 artistas e coletivos que participam na 17.ª Bienal de Istambul, que irá decorrer a partir de 17 de setembro naquela cidade da Turquia.

A lista de participantes, divulgada no `site` oficial da bienal, inclui 83 nomes, entre os quais os das artistas portuguesas, mas está "continuamente em atualização".

A 17.ª Bienal de Istambul, com curadoria de Ute Meta Bauer, Amar Kanwar e David Teh, decorre entre 17 de setembro e 20 de novembro.

Ângela Ferreira, cuja participação foi "selecionada diretamente pela equipa curatorial da bienal", irá apresentar a instalação "Zip Zap Circus School", segundo a Direção-Geral das Artes (DGArtes), num comunicado hoje divulgado.

"Zip Zap Circus School" (2000-2022) é, de acordo com a DGARtes, que apoia a participação da artista na bienal, "uma estrutura temporária que explora a ideia de arquitetura como algo que se deseja ou um sonho para o qual se trabalha".

"A instalação traduziu uma parte (à escala 1:1) do projeto especulativo que o arquiteto moçambicano Pancho Guedes concebeu ? apresentado pela primeira vez em 1996 ? como solução para a residência permanente de uma escola para crianças na Cidade do Cabo (a Zip Zap Circus School)", lê-se no comunicado.

Ângela Ferreira, que nasceu em 1958 em Maputo, concluiu os estudos de artes plásticas na África do Sul e o grau de mestre na Michaelis School of Fine Art, Universidade da Cidade do Cabo. Atualmente vive e trabalha em Lisboa, leciona na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, onde obteve o doutoramento, em 2016.

Com o seu trabalho, que se desenvolve sobretudo em torno do impacto do colonialismo e pós-colonialismo na sociedade contemporânea, representou Portugal na 52.ª Bienal de Veneza, em 2007, e venceu a 11.ª edição do Prémio Novo Banco Photo, entre outros galardões.

Catarina Simão, artista e investigadora, vive e trabalha entre Lisboa, onde nasceu em 1972, e Maputo. Filme, vídeo e instalação são os formatos que trabalha habitualmente, embora também use outros elementos figurativos como fotografia, livros didáticos, desenho e som.

Desde 2009, Catarina Simão trabalha com a noção de Arquivo, abordando sobretudo a história anticolonial e de independência de Moçambique.

As suas obras já foram mostradas em locais como o Museu de Serralves, no Porto, ou o Museu Rainha Sofia, em Madrid.

A Bienal de Istambul, organizada pela Istanbul Foundation for Culture and Arts (iKSV), foi fundada em 1987 e "tem como principais objetivos a criação de um espaço de afirmação de novas tendências na área da arte contemporânea, assumindo-se como um ponto de encontro e de convergência, em Istambul, entre artistas e públicos de diversas culturas".

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