EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

As três vertentes do flamenco apresentadas em Lisboa num festival

As três vertentes do flamenco apresentadas em Lisboa num festival

Lisboa, 14 Mar (Lusa) - A Aula Magna em Lisboa será cenário do I Festival de Flamenco que começa no próximo dia 25 de Março, com uma exposição de fotografia, e apresentará as três vertentes daquela arte: dança, cante e instrumental.

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

Além das artes de palco, o Festival, que termina a 19 de Maio, promove palestras, a projecção de filmes e "workshops".

Frederico Carmo, da organização, disse à Lusa que "em Portugal há um cada vez maior interesse pelo flamenco e este festival procura preencher uma lacuna que existe, nomeadamente a falta de espectáculos".

Paco Carvajal, um dos responsáveis do Festival, argumentou que esta é "uma forma de melhor dar a conhecer o flamenco".

Uma exposição de fotografia flamenca de Mário Pacheco, dia 25, abre o festival, que tem o primeiro espectáculo agendado para dia 29 com o guitarrista Pepe Habichuela, apontado por Carvajal "como o último dos clássicos e um das testemunhas do novo flamenco que se faz actualmente em Espanha".

"Habichuela é o último dos clássicos, mas é testemunha do espírito de ruptura e renovação que traz o actual novo flamenco", disse.

Trata-se de uma estreia em Portugal do guitarrista, que iniciou a sua carreira aos 20 anos ao lado de Paco de Lucía, Camaron de la Isla e Enrique Morente.

"Eles abriram caminhos aos novos artistas de flamenco, todos os seus filhos e sobrinhos, por exemplo estão envolvidos nesta renovação", afirmou.

Habichuela apresenta-se com o Josemi Carmon Sexteto.

Carvajal recordou à Lusa o "concerto memorável" que o guitarrista deu o ano passado no Festival Ciutat Velha, em Barcelona, "que terminou com uma ovação em êxtase".

Dia 28 de Março, sempre na Aula Magna, ao Campo Grande, em Lisboa, é exibido o filme "Herencia flamenca de los Ketama", que conta as vivências na música de uma família flamenca, precisamente a de Habichuela. O filme data de 2004 e foi realizado por Michael Meert.

Mário Pacheco, editor discográfico da Nuevo Médios e fotógrafo, que tem acompanhado várias carreiras de artistas do flamenco, fala, dia 28 pelas 19:00, sobre "Os novos flamencos".

O guitarrista José Manuel Gamboa realiza, também dia 28, uma "workshop" sobre guitarra flamenca e apresenta uma palestra sobre o instrumento.

O festival divide-se em três etapas, realizando-se a primeira em Março, a segunda em Abril, e a última em Maio.

Em Abril sobe ao palco da Aula Magna aquele que Carvajal considera "a máxima figura do flamenco" não cigano, Miguel Poveda.

"Poveda - recordou - foi o primeiro `payo` [nome que os ciganos dão aos não-ciganos] a vencer o prestigiado Prémio Lámpara Minera em 1993, e o ano passado recebeu o Prémio Nacional de Música".

No filme "Fados", de Carlos Saura, Poveda partilha a interpretação de "Meu fado, meu fado" (Paulo de Carvalho) com Mariza.

O "cantaor" actua dia 19 de Abril, na véspera será exibido o filme "Flamenco" de Saura e o catedrático da Universidade de Córdova Faustino Nuñez apresentará uma palestra intitulada "Compreender o flamenco".

A universidade andaluza tem uma cátedra e centro de estudos da cultura flamenca que orienta várias especializações, mestrados e até teses de doutoramento.

Em Maio, depois da guitarra flamenca e do canto, é a vez da dança, com "uma jovem esperança", Fuentesanta "La Moneda", 24 anos, que "se inspira muito na lendária Carmen Amaya, a primeira mulher a usar as pernas no flamenco bailado e a bater tacões".

"La Moneda" actuará dia 17 de Maio, no dia anterior é exibido "Tributo a Cármen Amaya" e a "professora de baile", Raquel Oliveira, dirige um "workshop".

NL.

Lusa/Fim


PUB