Em direto
50 anos da Constituição da República. Parlamento assinala data com sessão solene

Irão responde a Trump. "Esperem ações ainda mais devastadoras, abrangentes e destrutivas"

pulse-iconDireto

Irão responde a Trump. "Esperem ações ainda mais devastadoras, abrangentes e destrutivas"

O presidente norte-americano insistiu na ideia de que a ofensiva contra o Irão pode terminar dentro de "duas a três semanas". Embora tenha reiterado que a via da negociação permanece aberta, ameaçou enviar o país "de volta à idade da pedra". O exército iraniano já reagiu: a guerra "continuará até à humilhação" de Donald Trump. Acompanhamos aqui, ao minuto, a evolução do conflito.

Inês Moreira Santos, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Majid Asgaripour - WANA via Reuters

Mais atualizações Voltar ao topo
Momento-Chave
RTP /

Chefe do Exército iraniano orienta comandantes a prepararem-se para qualquer ataque

O quartel-general operacional do Irão está a monitorizar "os movimentos inimigos com o máximo pessimismo e precisão" e prepara-se para neutralizar qualquer método de ataque, afirmou o comandante-em-chefe do Exército iraniano, Amir Hatami, depois do discurso de Trump.
PUB
RTP /

Reconstrução de siderúrgica iraniana danificada levará até um ano

A Companhia Siderúrgica de Khuzistão, no Irão, precisará de seis meses a um ano para retomar as operações após as instalações terem sido danificadas por um ataque na semana passada, disse um vice-diretor da empresa.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Pequim pede fim "imediato" das hostilidades após declarações de Trump

Pequim reiterou o apelo por um fim imediato das hostilidades no Médio Oriente e afirmou que não há solução militar para o conflito, após as declarações de Trump, que prometeu continuar atacar o Irão com força por mais alguns dias.

"O problema não pode ser resolvido fundamentalmente por meios militares, e uma escalada das hostilidades não interessa a nenhum dos lados", disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Mao Ning.

"Instamos mais uma vez as partes envolvidas a cessarem imediatamente as operações militares e iniciarem um processo de negociações de paz o mais rápido possível".

Mao Ning afirmou ainda que as operações dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão foram a "causa principal" do bloqueio do Estreito de Ormuz.

"A causa principal da interrupção da navegação no Estreito de Ormuz reside nas operações militares ilegais realizadas pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão", afirmou a porta-voz do Ministério.

"Só um cessar-fogo e a cessação das hostilidades" preservarão a segurança do tráfego marítimo internacional, acrescentou.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Forças armadas iranianas prometem ações ainda mais devastadoras

O comandante operacional do exército da República Islâmica, Khatam al-Anbiya, prometeu ações ainda mais devastadoras em resposta ao presidente norte-americano, que anunciou o endurecimento dos ataques ao Irão.

"Com fé em Deus (Alá) todo-poderoso, esta guerra continuará até a sua humilhação, desonra, arrependimento final e capitulação", disse o comandante, em comunicado transmitido pela televisão estatal iraniana.

"Esperem ações ainda mais devastadoras, abrangentes e destrutivas", frisou al-Anbiya.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Embaixada dos EUA em Bagdade alerta para possíveis ataques nas próximas 48 horas

A Embaixada dos Estados Unidos em Bagdade alertou, num comunicado divulgado esta manhã, que há risco de grupos armados iraquianos pró-Irão lançarem ataques contra a cidade nos próximos dois dias.

"Milícias terroristas iraquianas aliadas ao Irão podem lançar ataques no centro de Bagdade nas próximas 24 a 48 horas", diz o comunicado, reiterando o apelo para que os norte-americanos no Iraque deixem o país imediatamente.

PUB
Momento-Chave
RTP /

MQ-9 Reaper. Primeiro "drone" norte-americano de longo alcance chega às Lajes

Aterrou na Base das Lajes, nos Açores, o primeiro drone de longo alcance dos Estados Unidos.

Tomáš krist via Wikimedia Commons

A RTP apurou esta semana que trabalhadores portugueses ao serviço da base militar na Ilha Terceira receberam formação para lidar com estes drones junto da pista e ajudar na aterragem e na descolagem.

Em causa estão os chamados "drones assassinos" MQ-9 Reaper, numa operação de elevado secretismo.Os MQ-9 Reaper são utilizados em missões de combate, reconhecimento e vigilância, podendo transportar até oito mísseis de alta precisão.


Vários caças e aviões reabastecedores norte-americanos têm continuado a usar a base açoriana, além de dois cargueiros C-130.

As aeronaves não tripuladas são semelhantes aos caça F-35, com 11 metros de comprimento e cerca de 20 metros de envergadura, sendo operados à distância, com uma autonomia de 27 horas de voo, a altitudes de até 15 mil metros.

A alta precisão de deteção realiza-se através de câmaras, incluindo térmicas.
PUB
Momento-Chave
Ponto de situação
RTP /

A alocução de Trump sobre a guerra com o Irão. "Temos todas as cartas, eles não têm nenhuma"

  • O presidente norte-americano reiterou a convicção, durante uma comunicação a partir da Casa Branca, de que a guerra no Médio Oriente poderá estar concluída em "duas a três semanas". Ao mesmo tempo, prometeu atacar com "muita força" o Irão no horizonte próximo e instou, uma vez mais, o regime dos ayatollahs a aposta nas negociações;


  • "Vamos atacá-los com extrema dureza nas próximas duas a três semanas. Vamos mandá-los de volta à idade da pedra, onde pertencem. Entretanto, as negociações continuam", clamou Donald Trump, para repetir uma ameaça: "Se não houver acordo, vamos atacar cada uma das suas centrais elétricas com muita dureza e, provavelmente, em simultâneo";


  • Ainda segundo Trump, no momento em que a guerra terminar o Estreito de Ormuz "abrir-se-á naturalmente";


  • O presidente norte-americano voltou também a exortar os países que dependem do petróleo transportado através de Ormuz a que "cuidem" desta passagem, uma vez que os Estados Unidos "não precisam" desta via: "Vão para o estreito, tomem-no, protejam-no, utilizem-no";


  • Donald Trump argumentou que a República Islâmica estaria a tentar "reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente" dos alvos bombardeados na operação Midnight Hammer, a 22 de junho do ano passado, pelo que israelitas e norte-americanos se propuseram "acabar com eles": "O regime procurou reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente, deixando claro que não tencionava abandonar a sua intenção de obter armas nucleares. Estava também a construir rapidamente os seus arsenais de mísseis balísticos convencionais e poderia em breve dispor de mísseis capazes de atingir o território norte-americano, a Europa e praticamente qualquer lugar do mundo";


  • Trump voltou igualmente a acusar os países da NATO de falta de apoio. O presidente dos Estados Unidos queixa-se de não ter recebido ajuda suficiente por parte dos países-membros da Aliança Atlântica na Operação Fúria Épica;


  • O Governo iraniano veio entretanto acusar a Administração Trump de impor exigências "maximalistas e irracionais", voltando a negar ter pedido um cessar-fogo, desmentindo assim Donald Trump. "Foram recebidas mensagens através de intermediários, incluindo o Paquistão, mas não há negociações diretas com os Estados Unidos", insistiu o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei;


  • O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, deixa críticas severas ao discurso do presidente norte-americano, questionando-se sobre quando, na história, houve "um discurso presidencial de guerra mais desconjuntado e patético". "As ações de Donald Trump no Irão vão ser consideradas um dos maiores fiascos políticos da história do nosso país, falhando na articulação de objetivos, alienando aliados e ignorando os problemas de mesa de cozinha que os americanos enfrentam", reprovou o senador democrata;


  • As Forças de Defesa de Israel indicaram, nas últimas horas, que as defesas aéreas do país responderam a pelo menos quatro vagas de mísseis iranianos. A terceira destas vagas atingiu o Estado hebraico enquanto Donald Trump fazia a sua comunicação a partir da Casa Branca;


  • A embaixada dos Estados Unidos no Iraque alertou para o risco de ataques, por parte de "milícias alinhadas com o Irão" nas próximas 24 a 48 horas, apelando aos cidadãos norte-americanos para que abandonem aquele país;


  • O primeiro-ministro da Austrália fez um apelo ao fim da guerra no Médio Oriente, na sequência do discurso de Donald Trump. Anthony Albanese afirmou que a ofensiva israelo-americana enfraqueceu a Força Aérea, a Marinha e a indústria militar do Irão. "Agora que esses objetivos foram alcançados, não é claro o que resta por fazer, nem como poderá ser o desfecho. O que é claro é que, quanto mais a guerra se prolongar, maior será o seu impacto na economia mundial", sustentou.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Trump acusa NATO de abandonar Washington

O presidente dos Estados Unidos volta a acusar os países da NATO de falta de apoio.

Foto: Yves Herman - Reuters

Donald Trump queixa-se de não ter recebido ajuda suficiente dos membros da Aliança Atlântica, durante as operações norte-americanas no Irão.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Casa Branca ameaça cortar apoio militar a Kiev

Donald Trump ameaçou, na comunicação aos Estados Unidos e ao mundo, deixar de fornecer armas à Ucrânia, se a Europa não ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz.

Foto: Alex Brandon - Reuters

Ao mesmo tempo que pressiona os aliados europeus, o presidente norte-americano também manifesta indiferença em relação a quem quer que venha a tomar conta do estreito.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Israel e Irão trocam bombardeamentos intensos

A força aérea israelita atacou centros de comando e unidades de produção de mísseis do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica.

O Irão respondeu com uma das maiores salvas de mísseis balísticos contra o centro de Israel em zonas civis.

No Líbano, Israel diz que abateu o comandante da frente sul do Hezbollah, durante uma operação cirúrgica lançada a partir de uma plataforma naval ao largo de Beirute.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Paulo Rangel. Uso da base das lajes cumpre acordos com EUA

O ministro dos Negócios Estrangeiros garante que Portugal não está envolvido no conflito com o Irão e que a utilização da base das Lajes cumpre o acordo firmado com os Estados Unidos.

Foto: Tiago Petinga - Lusa

"Não estamos, não fomos envolvidos nem vamos ser nesta operação", reiterou Paulo Rangel na Assembleia da República.

"Sempre que seja em resposta a um ataque que foi sofrido, necessário e proporcional e, ao mesmo tempo, não vise alvos civis, para Portugal, se essas garantias nos forem dadas e puderem ser observadas, nós obviamente que estamos tranquilos. Até agora, foi isso que aconteceu", sustentou o governante.O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, agradeceu esta semana a Paulo Rangel, a "estreita" cooperação económica e de defesa de Portugal, indicou o próprio Departamento de Estado em Washington

De acordo com o porta-voz adjunto Tommy Pigott, durante uma conversa, na terça-feira, entre os chefes da diplomacia de Estados Unidos e Portugal, Rubio "destacou a contínua solidez dos laços bilaterais".

"O secretário Rubio agradeceu ao ministro a estreita cooperação económica e de defesa de Portugal. Ambos os líderes expressaram o seu compromisso com a segurança transatlântica", indicou.

Por sua vez, o Ministério dos Negócios Estrangeiros adiantou no  X que ambos os governantes "falaram da situação no Médio Oriente e registaram a importância da ligação transatlântica, tendo abordado também a relação bilateral a nível da economia e da defesa".Desde o início da ofensiva contra o Irão que vários aviões militares, sobretudo de reabastecimento, têm descolado das Lajes, nos Açores, em voos praticamente diários.


O Governo português concedeu uma "autorização condicionada" ao uso da Base das Lajes, apontando que a infraestrutura só poderia ser utilizada "em resposta a um ataque, num quadro de defesa ou retaliação", que a ação tinha de ser "necessária e proporcional" e que só podia "visar alvos de natureza militar".
PUB
Momento-Chave
RTP /

Lajes. EUA agradecem cooperação a Portugal

Os Estados Unidos agradecem a cooperação de Portugal, em matéria económica e de defesa. Reconhecimento feito durante um telefonema entre o secretário de estado Marco Rubio e o ministro Paulo Rangel.

Apesar disso, o responsável da diplomacia portuguesa garantiu esta tarde, na Assembleia da República, que o país não está envolvido no conflito com o Irão, e que a utilização da Base das Lajes cumpre o acordo.
PUB