Chefe do Exército iraniano orienta comandantes a prepararem-se para qualquer ataque
Reconstrução de siderúrgica iraniana danificada levará até um ano
Pequim pede fim "imediato" das hostilidades após declarações de Trump
"Instamos mais uma vez as partes envolvidas a cessarem imediatamente as operações militares e iniciarem um processo de negociações de paz o mais rápido possível".
"A causa principal da interrupção da navegação no Estreito de Ormuz reside nas operações militares ilegais realizadas pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão", afirmou a porta-voz do Ministério.
"Só um cessar-fogo e a cessação das hostilidades" preservarão a segurança do tráfego marítimo internacional, acrescentou.
Forças armadas iranianas prometem ações ainda mais devastadoras
"Com fé em Deus (Alá) todo-poderoso, esta guerra continuará até a sua humilhação, desonra, arrependimento final e capitulação", disse o comandante, em comunicado transmitido pela televisão estatal iraniana.
"Esperem ações ainda mais devastadoras, abrangentes e destrutivas", frisou al-Anbiya.
Embaixada dos EUA em Bagdade alerta para possíveis ataques nas próximas 48 horas
MQ-9 Reaper. Primeiro "drone" norte-americano de longo alcance chega às Lajes
Aterrou na Base das Lajes, nos Açores, o primeiro drone de longo alcance dos Estados Unidos.
Em causa estão os chamados "drones assassinos" MQ-9 Reaper, numa operação de elevado secretismo.Os MQ-9 Reaper são utilizados em missões de combate, reconhecimento e vigilância, podendo transportar até oito mísseis de alta precisão.
Vários caças e aviões reabastecedores norte-americanos têm continuado a usar a base açoriana, além de dois cargueiros C-130.
As aeronaves não tripuladas são semelhantes aos caça F-35, com 11 metros de comprimento e cerca de 20 metros de envergadura, sendo operados à distância, com uma autonomia de 27 horas de voo, a altitudes de até 15 mil metros.
A alta precisão de deteção realiza-se através de câmaras, incluindo térmicas.
A alocução de Trump sobre a guerra com o Irão. "Temos todas as cartas, eles não têm nenhuma"
- O presidente norte-americano reiterou a convicção, durante uma comunicação a partir da Casa Branca, de que a guerra no Médio Oriente poderá estar concluída em "duas a três semanas". Ao mesmo tempo, prometeu atacar com "muita força" o Irão no horizonte próximo e instou, uma vez mais, o regime dos ayatollahs a aposta nas negociações;
- "Vamos atacá-los com extrema dureza nas próximas duas a três semanas. Vamos mandá-los de volta à idade da pedra, onde pertencem. Entretanto, as negociações continuam", clamou Donald Trump, para repetir uma ameaça: "Se não houver acordo, vamos atacar cada uma das suas centrais elétricas com muita dureza e, provavelmente, em simultâneo";
- Ainda segundo Trump, no momento em que a guerra terminar o Estreito de Ormuz "abrir-se-á naturalmente";
- O presidente norte-americano voltou também a exortar os países que dependem do petróleo transportado através de Ormuz a que "cuidem" desta passagem, uma vez que os Estados Unidos "não precisam" desta via: "Vão para o estreito, tomem-no, protejam-no, utilizem-no";
- Donald Trump argumentou que a República Islâmica estaria a tentar "reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente" dos alvos bombardeados na operação Midnight Hammer, a 22 de junho do ano passado, pelo que israelitas e norte-americanos se propuseram "acabar com eles": "O regime procurou reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente, deixando claro que não tencionava abandonar a sua intenção de obter armas nucleares. Estava também a construir rapidamente os seus arsenais de mísseis balísticos convencionais e poderia em breve dispor de mísseis capazes de atingir o território norte-americano, a Europa e praticamente qualquer lugar do mundo";
- Trump voltou igualmente a acusar os países da NATO de falta de apoio. O presidente dos Estados Unidos queixa-se de não ter recebido ajuda suficiente por parte dos países-membros da Aliança Atlântica na Operação Fúria Épica;
- O Governo iraniano veio entretanto acusar a Administração Trump de impor exigências "maximalistas e irracionais", voltando a negar ter pedido um cessar-fogo, desmentindo assim Donald Trump. "Foram recebidas mensagens através de intermediários, incluindo o Paquistão, mas não há negociações diretas com os Estados Unidos", insistiu o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei;
- O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, deixa críticas severas ao discurso do presidente norte-americano, questionando-se sobre quando, na história, houve "um discurso presidencial de guerra mais desconjuntado e patético". "As ações de Donald Trump no Irão vão ser consideradas um dos maiores fiascos políticos da história do nosso país, falhando na articulação de objetivos, alienando aliados e ignorando os problemas de mesa de cozinha que os americanos enfrentam", reprovou o senador democrata;
- As Forças de Defesa de Israel indicaram, nas últimas horas, que as defesas aéreas do país responderam a pelo menos quatro vagas de mísseis iranianos. A terceira destas vagas atingiu o Estado hebraico enquanto Donald Trump fazia a sua comunicação a partir da Casa Branca;
- A embaixada dos Estados Unidos no Iraque alertou para o risco de ataques, por parte de "milícias alinhadas com o Irão" nas próximas 24 a 48 horas, apelando aos cidadãos norte-americanos para que abandonem aquele país;
- O primeiro-ministro da Austrália fez um apelo ao fim da guerra no Médio Oriente, na sequência do discurso de Donald Trump. Anthony Albanese afirmou que a ofensiva israelo-americana enfraqueceu a Força Aérea, a Marinha e a indústria militar do Irão. "Agora que esses objetivos foram alcançados, não é claro o que resta por fazer, nem como poderá ser o desfecho. O que é claro é que, quanto mais a guerra se prolongar, maior será o seu impacto na economia mundial", sustentou.
Trump acusa NATO de abandonar Washington
O presidente dos Estados Unidos volta a acusar os países da NATO de falta de apoio.
Foto: Yves Herman - Reuters
Casa Branca ameaça cortar apoio militar a Kiev
Donald Trump ameaçou, na comunicação aos Estados Unidos e ao mundo, deixar de fornecer armas à Ucrânia, se a Europa não ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz.
Foto: Alex Brandon - Reuters
Israel e Irão trocam bombardeamentos intensos
A força aérea israelita atacou centros de comando e unidades de produção de mísseis do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica.
No Líbano, Israel diz que abateu o comandante da frente sul do Hezbollah, durante uma operação cirúrgica lançada a partir de uma plataforma naval ao largo de Beirute.
Paulo Rangel. Uso da base das lajes cumpre acordos com EUA
O ministro dos Negócios Estrangeiros garante que Portugal não está envolvido no conflito com o Irão e que a utilização da base das Lajes cumpre o acordo firmado com os Estados Unidos.
Foto: Tiago Petinga - Lusa
"Sempre que seja em resposta a um ataque que foi sofrido, necessário e proporcional e, ao mesmo tempo, não vise alvos civis, para Portugal, se essas garantias nos forem dadas e puderem ser observadas, nós obviamente que estamos tranquilos. Até agora, foi isso que aconteceu", sustentou o governante.O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, agradeceu esta semana a Paulo Rangel, a "estreita" cooperação económica e de defesa de Portugal, indicou o próprio Departamento de Estado em Washington
De acordo com o porta-voz adjunto Tommy Pigott, durante uma conversa, na terça-feira, entre os chefes da diplomacia de Estados Unidos e Portugal, Rubio "destacou a contínua solidez dos laços bilaterais".
"O secretário Rubio agradeceu ao ministro a estreita cooperação económica e de defesa de Portugal. Ambos os líderes expressaram o seu compromisso com a segurança transatlântica", indicou.
Por sua vez, o Ministério dos Negócios Estrangeiros adiantou no X que ambos os governantes "falaram da situação no Médio Oriente e registaram a importância da ligação transatlântica, tendo abordado também a relação bilateral a nível da economia e da defesa".Desde o início da ofensiva contra o Irão que vários aviões militares, sobretudo de reabastecimento, têm descolado das Lajes, nos Açores, em voos praticamente diários.
O Governo português concedeu uma "autorização condicionada" ao uso da Base das Lajes, apontando que a infraestrutura só poderia ser utilizada "em resposta a um ataque, num quadro de defesa ou retaliação", que a ação tinha de ser "necessária e proporcional" e que só podia "visar alvos de natureza militar".
Lajes. EUA agradecem cooperação a Portugal
Os Estados Unidos agradecem a cooperação de Portugal, em matéria económica e de defesa. Reconhecimento feito durante um telefonema entre o secretário de estado Marco Rubio e o ministro Paulo Rangel.