Associação criada em Évora para concorrer à Orquestra Regional do Alentejo

Associação criada em Évora para concorrer à Orquestra Regional do Alentejo

A Câmara de Évora e as universidades de Évora e politécnicas de Beja e Portalegre criaram hoje uma associação para candidatar-se ao concurso que visa a criação da Orquestra Regional do Alentejo, divulgou o município.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Em comunicado, a Câmara de Évora indicou que a escritura de constituição da nova associação, denominada ORA - Associação Orquestra Regional do Alentejo, foi assinada hoje entre os responsáveis das quatro entidades fundadoras.

"O projeto assenta numa lógica de cooperação intermunicipal e de articulação com instituições de ensino, agentes culturais, conservatórios, bandas filarmónicas e outras entidades da região", revelou a autarquia.

Contactado pela agência Lusa, o presidente do Município de Évora, Carlos Zorrinho, explicou que, "para haver uma candidatura" ao concurso para a criação da Orquestra Regional do Alentejo, era necessário "ter uma associação".

"Era preciso criá-la e foi criada com as condições de arranque para poder apresentar a candidatura" àquele concurso lançado pela Direção-Geral das Artes (DGArtes), realçou, salientando que "a ORA vai apresentar uma candidatura até sexta-feira".

O autarca mostrou-se otimista com o resultado do concurso, cujo prazo de apresentação de candidaturas termina esta sexta-feira, e disse desconhecer a existência de outras candidaturas: "Mas pode haver, como é evidente", sublinhou.

"É uma iniciativa liderada inicialmente pela Universidade de Évora e, depois, em parceria com as universidades politécnicas de Beja e Portalegre, sendo que, mais tarde, é obrigatório que haja um determinado número de municípios nos órgãos sociais", referiu.

A criação da Orquestra Regional do Alentejo "é absolutamente fundamental", argumentou Zorrinho, que reiterou que "os estatutos [da associação] preveem a entrada de municípios e outros tipos de instituições" da região.

Segundo o município, a nova associação, com sede em Évora, pretende criar uma orquestra profissional constituída por cerca de 35 a 40 músicos e com atividade em todo o território alentejano, assumindo-se como um projeto de dimensão regional.

Entre os objetivos da entidade, estão a programação regular e descentralizada, a valorização do património musical português, a educação e mediação cultural e a criação de oportunidades de formação e inserção profissional.

O projeto prevê ainda, numa fase posterior, a possibilidade de criação de estruturas complementares, como um coro regional, uma orquestra jovem, uma academia de música e um ensemble de música de câmara.

As candidaturas para a orquestra regional, cujo prazo decorre até às 17:59:59 de sexta-feira, estão disponíveis para as associações culturais sem fins lucrativos com sede no Alentejo, de acordo com a DGArtes.

Aberto a 15 de julho, o concurso conta com uma dotação financeira global disponível de 1.620.000 euros, a atribuir por um período de dois anos, e pretende valorizar o património musical na região do Alentejo.

Contribuir para a afirmação do património musical português, valorizar a música erudita, incentivar o seu cruzamento com outras artes e facilitar o acesso cultural no Alentejo através de uma programação regular e diversificada são outros dos objetivos.

Portugal tem atualmente três orquestras com estatuto de orquestra regional: a Orquestra do Norte, a Orquestra Filarmonia das Beiras e a Orquestra do Algarve.

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