Cultura
Astrolábio de Vasco da Gama encontrado na costa de Omã
Um grupo de investigação arqueológica encontrou um astrolábio da frota de Vasco da Gama na costa de Omã, na península arábica. O artefacto foi descoberto durante as escavações de um naufrágio e os especialistas dizem ter sido construído entre 1945 e 1500, no reinado de D. Manuel I.
O astrolábio, usado pelos marinheiros para determinar a latitude das embarcações no mar, através da medição da altitude do sol, foi considerado pelos arqueólogos o “artefacto de navegação mais antigo” encontrado até à data.
David Mearns, que liderou a exploração do naufrágio, afirma ser “um grande privilégio encontrar algo tão raro, algo tão historicamente importante, algo que será estudado pela comunidade arqueológica e preenche uma lacuna”.
O artefacto é um disco de 17,5 centímetros de diâmetro e cerca de dois milímetros de espessura e, segundo Mearns, pertencia a um explorador português que navegava no Esmeralda, um barco pertencente à frota de Vasco da Gama e que se terá afundado durante uma tempestade no Oceano Índico em 1503.
O objeto náutico foi descoberto em 2014 pela equipa de David Mearns, autor de The Shipwreck Hunter, e foi um dos quase 3 mil artefactos encontrados nos diversos mergulhos realizados nesta exploração arqueológica.
A equipa sabia que era um astrolábio, embora não detetassem a olho nu nenhuma gravura náutica.
Posteriormente, investigadores da Universidade de Warwick, em Inglaterra, analisaram o artefacto, através de digitalização a laser, e descobriram marcas náuticas em redor da borda do disco, cada uma separada por cinco graus.
Mearns reconheceu a importância do objeto quando reparou que tinha “dois emblemas” que o destacavam dos outros artefactos já recolhidos nas escavações.
"Um que eu reconheci imediatamente foi um brasão português e o outro, que descobrimos mais tarde, foi o emblema pessoal de Dom Manuel I, o Rei de Portugal na época”, afirmou David Mearns à BBC.
O astrolábio encontrado terá sido construído entre 1495 e 1500, acredita o líder da investigação, uma vez que esta frota de Vasco da Gama, o primeiro navegador europeu a chegar à Índia, só saiu em 1502 de Portugal e “Dom Manuel não se tornou rei até 1495”.
Os astrolábios náuticos são relativamente raros e este é apenas o 108.º a ser confirmado e catalogado, sendo também o primeiro exemplo conhecido nas ultimas décadas.
David Mearns, que liderou a exploração do naufrágio, afirma ser “um grande privilégio encontrar algo tão raro, algo tão historicamente importante, algo que será estudado pela comunidade arqueológica e preenche uma lacuna”.
O artefacto é um disco de 17,5 centímetros de diâmetro e cerca de dois milímetros de espessura e, segundo Mearns, pertencia a um explorador português que navegava no Esmeralda, um barco pertencente à frota de Vasco da Gama e que se terá afundado durante uma tempestade no Oceano Índico em 1503.
O objeto náutico foi descoberto em 2014 pela equipa de David Mearns, autor de The Shipwreck Hunter, e foi um dos quase 3 mil artefactos encontrados nos diversos mergulhos realizados nesta exploração arqueológica.
A equipa sabia que era um astrolábio, embora não detetassem a olho nu nenhuma gravura náutica.
Posteriormente, investigadores da Universidade de Warwick, em Inglaterra, analisaram o artefacto, através de digitalização a laser, e descobriram marcas náuticas em redor da borda do disco, cada uma separada por cinco graus.
Mearns reconheceu a importância do objeto quando reparou que tinha “dois emblemas” que o destacavam dos outros artefactos já recolhidos nas escavações.
"Um que eu reconheci imediatamente foi um brasão português e o outro, que descobrimos mais tarde, foi o emblema pessoal de Dom Manuel I, o Rei de Portugal na época”, afirmou David Mearns à BBC.
O astrolábio encontrado terá sido construído entre 1495 e 1500, acredita o líder da investigação, uma vez que esta frota de Vasco da Gama, o primeiro navegador europeu a chegar à Índia, só saiu em 1502 de Portugal e “Dom Manuel não se tornou rei até 1495”.
Os astrolábios náuticos são relativamente raros e este é apenas o 108.º a ser confirmado e catalogado, sendo também o primeiro exemplo conhecido nas ultimas décadas.