Banksy reivindica autoria de novas obras em Paris

| Cultura

O artista Banksy, cuja identidade é desconhecida, reivindicou a autoria das obras de arte que apareceram nos últimos dias nas ruas de Paris, em França.

Na conta oficial que mantém no Instagram, Banksy colocou fotografias legendadas de quatro obras de rua - só assim são identificadas como sendo dele - em vários locais de Paris, nomeamente junto ao Centre Pompidou, à Torre Eiffel e à universidade de Sorbonne.

Na legenda da fotografia sobre a arte fixada na parede junto ao estacionamento do Centre Pompidou - uma ratazana em pose de protesto - Banksy escreveu: "Cinquenta anos depois dos protestos em Paris 1968. O berço da arte `stencil` moderna".

O Centre Pompidou, casa de uma das mais importantes coleções internacionais de arte moderna, já fez saber que vai proteger esta obra de Banksy com acrílico, para que não seja apagada ou vandalizada.

"Ninguém nos pediu para a conservar, mas seríamos estúpidos se não o fizéssemos", disse hoje o diretor do centro de arte, Bernard Blistène.

Em Paris, foram identificadas pelo menos oito outras obras pintadas nas paredes alegadamente por Banksy, mas o artista assume a autoria de quatro.

Além daquela, no Centre Pompidou, foi assinalada outra, com um par de ratazanas desenhadas num edifício na margem do rio Sena e com vista para a Torre Eiffel, uma de um homem com um cão, perto da Sorbonne, e outra que remete para uma pintura de Jacques-Louis David, retratando Napoleão Bonaparte, à qual Banksy atribuiu a legenda: "Liberté, égalité, cable TV" ("Liberdade, igualdade e televisão por cabo").

A identidade de Bansky permanece oficialmente desconhecida, embora a maioria dos media refira que é um artista britânico, originário de Bristol, que, através da arte de rua denuncia o consumismo, o terrorismo, as políticas externas dos Estados Unidos, o problema dos refugiados, a pobreza.

Os trabalhos satíricos do artista - ratos, polícias a beijarem-se, polícias de choque com caras de `smileys` amarelos - apareceram inicialmente em paredes de Bristol, antes de se espalharem por Londres e, depois, pelo resto do mundo.

Em 2015, o `graffiter` criou em Weston-super-Mare, na zona costeira do oeste de Inglaterra, o parque de diversões "Dismaland", uma sátira à Disneylândia, que contou com a participação mais de 40 artistas, entre estes a portuguesa Wasted Rita.

No ano passado, inaugurou o Walled Off Hotel, um projeto financiado por Banksy e apresentado como o "hotel com a pior vista do mundo", de onde se vê a barreira de separação da Cisjordânia, erguida por Israel. Os quartos estão decorados com obras de vários artistas, como Sami Musa, Dominique Petrin e o próprio `graffiter`.

 

Tópicos:

Bristol, Centre Pompidou, Jacques Louis, Walled Off,

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