EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Biblioteca do Palácio Galveias reabre com mais salas de leitura depois de 2,5 milhões de euros em obras

Biblioteca do Palácio Galveias reabre com mais salas de leitura depois de 2,5 milhões de euros em obras

Lisboa, 08 jun (Lusa) -- O Palácio Galveias reabre no sábado, depois de 2,5 milhões de euros de obras, com novas valências, cinco salas de leitura, salas multiusos, uma sala polivalente e um `lounge`, disse a vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa.

Lusa /

Encerrado desde 2015, o espaço da biblioteca terá agora uma área de 2.000 metros quadrados, com 332 lugares sentados, contra os 110 de que dispunha antes, e irá funcionar no mesmo horário, acrescentou Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa, numa visita guiada à imprensa.

O investimento de 2,5 milhões de euros foi repartido por 1,9 milhões em obras no edificado e 600 mil euros em equipamento, indicou. Segundo a vereadora, antes das obras, esta biblioteca contava com 600 utilizadores por dia.

Prestes a fazer 86 anos, que completará a 05 de julho, a biblioteca do Palácio Galveias conta agora com 121.500 documentos dos 141.000 de que dispunha antes das obras. Os restantes - quase 19.500 documentos - foram, entretanto, repartidos por outras bibliotecas da rede municipal de Lisboa, disse ainda a responsável pelo pelouro municipal da Cultura.

Com "mais luz, mais moderna e dotada de mobiliário de design", este é um espaço que Catarina Vaz Pinto quer de aprendizagem ao longo da vida, como se pretende das bibliotecas modernas, um espaço que possa funcionar fora de horas, com condições para a realização de acontecimentos, como apresentação de livros, mesmo fora das horas em que está aberta, referiu Catarina Vaz Pinto.

Computadores para acesso à internet, uma loja das bibliotecas, dois balcões de empréstimo de livros, uma máquina de auto-empréstimo, que permite devolver documentos fora da hora de expediente, e um sistema de inventariação de documentos por barra magnética são outras das ofertas de que o novo espaço dispõe.

Segundo a vereadora, este sistema de inventariação, bastante dispendioso e que existe apenas na Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian e na de Loures, permite ainda detetar se os documentos estão ou não bem arrumados.

O Palácio Galveias tem ainda previsto lançar um processo de aprendizagem para os sem-abrigo, que possa envolver a elaboração de currículos, entre outras atividades.

No dia da reabertura, será descerrada, no Palácio Galveias, uma lápide em homenagem à mentora do Plano Nacional de Leitura, desde 1998, Maria José Moura, uma das pessoas "que mais fez em Portugal para que as bibliotecas fossem locais abertos ao público e não locais eruditos", observou a vereadora.

No mesmo dia será ainda assinado o protocolo de adesão da Câmara Municipal de Lisboa à rede de leitura pública.

Em 1986, a pedido da então secretária de Estado da Cultura, Teresa Gouveia, Maria José Moura, da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas, com Teresa Calçada, Pedro Vieira de Almeida e Joaquim Macedo Portilheiro, do antigo Instituto Português do Livro, criaram as bases de uma rede nacional de bibliotecas públicas municipais, que conta atualmente com mais de 200 equipamentos, em todo o país.

A biblioteca do palácio Galveias, uma das nove `bibliotecas-âncora` das 17 que compõem a rede municipal de Lisboa, é a maior da rede em termos de acervo, ainda que a de Marvila seja maior em área física.

Como em qualquer biblioteca moderna, Catarina Vaz Pinto pretende que a das Galveias seja também um "catalisador da economia", razão pela qual refere que pode vir a ser utilizada para atividades que estimulem a economia.

O jardim da biblioteca manterá o quiosque existente naquele espaço, que ainda não está concessionado, mas privilegiará alguém que também assuma programação para o local.

Os pavões é que não voltam a passear-se pelos jardins do Palácio Galveias. As aves foram colocadas no Museu de Lisboa - Palácio Pimenta, porque se refugiavam nos túneis do parque de estacionamento vizinho, na rua do Arco do Cego, e causavam acidentes, segundo a vereadora da Cultura.

Tópicos
PUB