EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

"Bichos diversos com versos", novo livro de poemas de Couto Viana para crianças

"Bichos diversos com versos", novo livro de poemas de Couto Viana para crianças

Lisboa, 07 Ago (Lusa) - António Manuel Couto Viana, 85 anos, propõe-se, "entre rimas e graças, abrir o apetite para a leitura" com o livro de poesia para crianças "Bichos diversos em versos", agora editado.

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

A obra, ilustrada por Afonso Cruz e publicada pela Texto Editora, apresenta em forma de poema vários animais, desde o tatu ao avestruz, passando pelo tigre, a raposa e o dinossáurio.

Em declarações à Lusa, António Manuel Couto Viana afirmou que o livro foi escrito durante a Semana da Paixão do ano passado a pensar na sua bisneta, actualmente com seis meses.

"Lembrei-me que ela um dia iria gostar de ler coisas do bisavô. Entre rimas e graças talvez possamos abrir o apetite dos mais novos para a leitura", disse.

O livro compõe-se de 14 poemas, mas Couto Viana tem mais poemas que escreveu na mesma altura, sobre animais, a pensar num segundo volume.

"A questão está no começar e ganha-se a mão", observou o poeta, actualmente a residir na Casa do Artista em Lisboa.

António Manuel Couto Viana, poeta, contista, ensaísta, actor, dramaturgo, encenador e figurinista, tem neste "Bichos diversos em versos" o seu terceiro livro de poesia que escreve para crianças.

Em tempos mestre de cena do Teatro S. Carlos, Couto Viana pertenceu ao grupo Távola Redonda e esteve ligado à formação de companhias de teatro, designadamente o grupo Gerifalto e o Teatro da Mocidade.

Por intermédio de David Mourão-Ferreira estreia-se como actor e figurinista em 1946 no Teatro Estúdio do Salitre, em Lisboa, mas já anteriormente tinha dado os primeiros passos no teatro de família, o Sá de Miranda, em Viana do Castelo, cidade onde nasceu.

Em 1948, estreou-se na poesia com o livro "O avestruz lírico", tendo desde então publicado vários títulos.

Entre 1950 e 1954 dirigiu, com David Mourão-Ferreira, Luiz de Macedo e Alberto de Lacerda, os cadernos de poesia Távola Redonda, e mais tarde a revista cultural Graal, tendo ainda feito parte da redacção da revista Tempo Presente (1959-1961).

Couto Viana integrou também a direcção do Teatro de Ensaio (Teatro Monumental) e da Companhia Nacional de Teatro.

Encenou óperas para o Círculo Portuense de Ópera e Companhia Portuguesa de Ópera e foi orientador artístico da Oficina de Teatro da Universidade de Coimbra.

Ao longo da sua carreira foi distinguido com vários prémios literários.

NL.

Lusa/Fim


PUB