Bloco de Esquerda manifesta consternação com morte do ensaísta

O Bloco de Esquerda (BE) manifestou hoje a sua "profunda consternação" com a morte de Eduardo Prado Coelho, que considerou um "respeitado académico, intelectual empenhado e colunista que marcou a opinião em Portugal".

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Numa nota de imprensa, o BE afirma que manteve com Prado Coelho uma "relação de franco debate, de mútuo respeito, convergência e saudável divergência".

A direcção do BE enviou as suas "sentidas condolências" à família e amigos do professor e ensaísta.

Prado Coelho tinha agendado a sua participação na Escola de Verão do Bloco de Esquerda "Socialismo 2007", no próximo fim-de-semana.

A Associação ILGA Portugal também lamentou profundamente o falecimento de Prado Coelho, considerando que fará muita falta a portugal como professor, escritor e pensador e "também como um dos principais inimigos da homofobia".

Num comunicado de imprensa, a associação de defesa dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgénero, lembra que Prado coelho subscreveu a petição da ILGA pela Igualdade no Acesso ao Casamento Civil.

Prado Coelho foi galardoado em 2004 com o prémio Arco-Iris, que a ILGA entrega a pessoas que com o seu trabalho contribuem para o combate à homofobia.

O professor e ensaísta Eduardo Prado Coelho, de 63 anos, faleceu hoje de manhã na sua residência em Lisboa.

Nascido em Lisboa em 1944, Eduardo Prado Coelho foi autor de uma ampla bibliografia universitária e ensaística, onde se destacam um estudo de teoria literária "Os Universos da Crítica", vários livros de ensaios "O Reino Flutuante", "A Palavra sobre a Palavra", "A Letra Litoral", "A Mecânica dos Fluidos" e "A Noite do Mundo".

Os dois volumes de um diário "Tudo o Que Não Escrevi" mereceram o Grande Prémio de Literatura Autobiográfica da Associação Portuguesa de Escritores, em 1996.

Publicou recentemente "Diálogos sobre a Fé", escrito com o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo.

Eduardo Prado Coelho mantinha ampla colaboração em jornais e revistas e uma crónica semanal sobre literatura no jornal Público, para além de um comentário político quotidiano no mesmo jornal.

Licenciado em Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, doutorou-se em 1983 na mesma universidade.

Em 1988, foi para Paris ensinar no Departamento de Estudos Ibéricos da Sorbonne.

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