Câmara de Lisboa e Casa de Goa formalizam cedência de espaço municipal
A Câmara de Lisboa e a Casa de Goa assinaram hoje um protocolo que contempla a cedência de um espaço municipal, que a instituição já ocupava desde Novembro de 2001, e o estabelecimento de parcerias de âmbito cultural.
A cedência gratuita e a título precário do Complexo do Baluarte, que inclui sede, museu, restaurante, ateliers e habitações, foi assinado esta tarde no próprio local.
Em troca da cedência do espaço, o protocolo estabelece que a Casa de Goa deve realizar uma série de iniciativas, entre as quais a abertura do seu museu ao público.
"Vamos convidar um museólogo para organizar as mais de 60 peças que temos no museu, mas que não estão dispostas correctamente", disse à Lusa Narana Coissoró, presidente da instituição.
A Casa de Goa compromete-se ainda a abrir ao público o centro de documentação, que conta actualmente com cerca de 15 mil volumes sobre a história antiga e contemporânea de Goa, Damão e Diu (ex-Índia portuguesa).
"Lisboa é uma cidade multi-cultural, e é fundamental que as pessoas se sintam integradas e possam transmitir às gerações mais novas as tradições de outros tempos", explicou à Lusa a vereadora Helena Lopes da Costa.
Para tal, serão ainda estabelecidas parcerias com a autarquia e com juntas de freguesia, nomeadamente com a de Alcântara - onde se situa o complexo - para a criação de aulas de dança, música e culinária goesa.
A Casa de Goa, que tem a funcionar um restaurante goês, um centro de dia para idosos e actividades para jovens, vai construir, em breve, um memorial a S. Francisco Xavier, que deverá estar pronto nos primeiros meses de 2006, quando se assinalam os 500 anos do seu nascimento.