Câmara de Paços de Ferreira quer internacionalizar "Capão à Freamunde"

Paços de Ferreira, Porto, 28 mai (Lusa) - O presidente da Câmara de Paços de Ferreira, Humberto Brito, espera que a certificação do "Capão à Freamunde", hoje anunciada pela Comissão Europeia, permita internacionalizar o consumo daquela especialidade gastronómica.

Lusa /

"A certificação registada por Bruxelas é um passo importante na internacionalização da marca Capão à Freamunde e ajuda à promoção turística e de negócio", defendeu o autarca, citado num comunicado do município.

A Comissão Europeia certificou hoje o Capão de Freamunde, no concelho de Paços de Ferreira, com a denominação de Indicação Geográfica Protegida (IGP).

O capão é um frango castrado antes de atingir a maturidade sexual e que se destina exclusivamente à produção de carne.

O presidente Humberto Brito disse desejar que o capão "passe a ser uma especialidade da gastronomia portuguesa consumida fora da época sazonal do Natal e presença regular e de excelência, em todo o país".

"Este executivo está empenhado em promover a excelência de produtos do nosso concelho e afirmar a gastronomia local como alavanca do desenvolvimento económico local", comentou ainda.

Para o edil, a certificação anunciada hoje por Bruxelas constitui uma mais-valia, porque são definidos, por regulamento europeu, os padrões de qualidade na criação e confeção do produto.

Permite também, lê-se no comunicado, que o capão possa ser comercializado e embalado, passando a constar da carta de restaurantes de todo o território nacional.

Também sobre a distinção, o presidente da Associação de Criadores de Capão de Freamunde disse hoje à Lusa ser a concretização de um sonho antigo.

"É uma alegria enorme. É a concretização de um sonho, porque foi sempre o nosso objetivo desde 2001", comentou Ricardo Graça.

Para o dirigente que representa 63 produtores de capão, a distinção atribuída pela União Europeia reconhece a especificidade daquela iguaria e ajuda a promovê-la em todo o país e até no estrangeiro.

"É uma alavanca, porque queremos alargar horizontes para fora do país, mas não queremos massificar o capão, porque é um produto nobre", afirmou.

 

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