Cardeal-patriarca inaugura nova pintura do teto da igreja de Santa Isabel

A nova pintura do teto da igreja de Santa Isabel, em Lisboa, da autoria do artista plástico Michael Biberstein, é hoje inaugurada pelas 17:30, pelo cardeal-patriarca, Manuel Clemente, que preside, às 19:00, à celebração eucarística.

Lusa /

O novo teto da igreja paroquial insere-se no projeto "Um Céu para Santa Isabel", que contou com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), em 222 mil euros.

O projeto de reabilitação do teto do templo surgiu em 2013, a partir de um convite do prior José Manuel Pereira de Almeida ao artista Michael Biberstein, que faleceu nesse mesmo ano.

Em comunicado enviado à Lusa, a SCML afirma que o artista plástico "pretendia substituir o `sufocante manto cinzento` da igreja de Santa Isabel por um `céu aberto`, de modo a torná-la mais `acolhedora` e `apelativa`".

"A equipa do projeto foi alargada e passou a contar com a participação do artista Julião Sarmento, do curador Delfim Sardo, da Galeria Jeanne Bucher-Jaeger de Paris e da Factum Art Foundation, a quem coube a execução da pintura", esclarece por seu turno o secretariado dos Bens Culturais da Igreja Católica .

Em paralelo com a abertura ao público da Igreja de Santa Isabel, e do respetivo teto pintado, o Museu Arpad Szenes -- Vieira da Silva, inaugurou, no passado sábado, em colaboração com a Galeria Jeanne Bucher Jaeger, uma mostra intitulada "Estudos para um Céu", com os trabalhos preparatórios do artista.

O protocolo entre a SCML e a paróquia de Santa Isabel, para a reabilitação do teto, foi assinado em junho do ano passado, respetivamente pelo provedor Pedro Santana Lopes e pelo prior Pereira de Almeida.

A SCML realça que a igreja foi "mandada construir em 1742, pelo primeiro cardeal-patriarca de Lisboa, Tomás de Almeida, [e] assume-se como um imóvel de elevado valor histórico patrimonial, constituindo um elemento de relevo, numa zona histórica privilegiada da cidade de Lisboa, com características de grande qualidade arquitetónica".

A igreja de Santa Isabel, na rua Saraiva de Carvalho, de planta longitudinal - nave e capela-mor - é de traça barroca, com elementos posteriores do neoclassicismo, e teve uma intervenção no século XX, da responsabilidade dos arquitetos António Ferreira Leal e Diogo Lino Pimentel.

No seu interior encontram-se pinturas de Bernardo Foix, Bruno José do Vale, Domingos Rosa, Joaquim Manuel da Rocha e Roque Vicente.

Este ano comemoram-se os 500 anos da beatificação da rainha Santa Isabel, que foi mulher de D. Dinis.

Isabel de Aragão (1271-1336) casou-se aos 12 anos com o rei D. Dinis, e a tradição popular atribui-lhe, entre outros, o milagre das rosas, em que transformou o pão que trazia no regaço, para dar aos pobres. Isabel tentou várias vezes pacificar guerras no reino, entre pai e filho. Quando enviuvou, retirou-se para o Convento das Clarissas, em Coimbra.

Isabel foi beatificada em 1516, pelo papa Leão X, e canonizada em 1624 por Urbano VIII.

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