Carlos Bunga inaugura este mês exposição "New life after fire" na Fundação Miró Mallorca
O artista português Carlos Bunga inaugura este mês a exposição "New life after fire", na Fundação Miró Mallorca, em Palma de Maiorca, Espanha.
De acordo com informação disponível no `site` oficial da fundação, a mostra inédita de Carlos Bunga estará patente de 15 de abril a 06 de setembro.
"Carlos Bunga está interessado em entrelaçar objetos tradicionais do quotidiano e artesanato na sua exposição, como os objetos que [o pintor e escultor catalão Juan] Miró tinha nas suas casas e estúdios, bem como em refletir o interesse de Miró pelo processo e pelas possibilidades do artesanato, como a confeção de tapeçarias", lê-se num texto do curador Roland Groenenboom, publicado no `site` da fundação.
O curador partilha que "escrever sobre uma exposição de Carlos Bunga, meses antes da sua inauguração, é como escrever uma crítica sobre o próximo álbum de um grupo de música sem ter ouvido nada dele, apenas rumores vagos, e muito menos a música".
Roland Groenenboom lembra que os projetos do artista português "têm por trás muito trabalho de investigação e uma preparação exaustiva", e que as exposições que resultam desses projetos, bem como as obras para elas criadas "surgem, em grande parte, mais tarde, durante o processo, muitas vezes pouco antes da inauguração".
Carlos Bunga, nascido no Porto, em 1976, e a viver atualmente em Barcelona, desenvolve uma obra de intervenções em lugares escolhidos previamente, que modifica através de materiais do quotidiano como papelão, tinta e fita adesiva.
O seu trabalho é reconhecido pelas instalações de grandes dimensões, elaboradas como estruturas arquitetónicas que muitas vezes destrói em performances, ou até mesmo antes da abertura da própria exposição.
Carlos Bunga formou-se na Escola Superior de Artes e Design (ESAD), nas Caldas da Rainha, estudou também em Nova Iorque, e venceu o prémio EDP Novos Artistas em 2003.
O trabalho de Bunga tem sido exposto em museus e centros de arte internacionais como o Museu de Serralves, no Porto (2012), o Museu Universitário de Arte Contemporânea, na Cidade do México (2013), o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, em Lisboa (2019), a Whitechapel Gallery, em Londres (2020), e o Museu Nacional Rainha Sofia (2022), em Madrid, entre outros.
Recentemente, Carlos Bunga teve patente a mostra "Habitar a Contradição", no Centro de Arte Moderna (CAM) Gulbenkian, em Lisboa.
A exposição de Carlos Bunga, a quem o museu deu carta branca para criar uma mostra individual, escolhendo também obras da coleção permanente do CAM para apresentar, ocupou o interior e o exterior do edifício.