Cultura
Carta de Beethoven revela preocupações financeiras
Uma carta escrita por Beethoven foi descoberta na Alemanha. Numa caligrafia desajeitada, o famoso compositor pede ao harpista Franz Anton Stockhausen para o ajudar a encontrar um comprador para a partitura “Missa Solemnis”, entre queixas sobre a sua doença e a falta de dinheiro. O documento, que vai ser colocado em exposição no Brahms Institute a partir da próxima semana, foi avaliado em mais de cem mil euros.
Os especialistas já sabiam da sua existência, mas agora podem folhear o documento e conhecer algumas das preocupações do compositor, escritas na primeira pessoa e numa caligrafia desajeitada. A carta, escrita por Ludwig van Beethoven quatro anos antes de morrer, foi descoberta entre a coleção deixada em testamento por Renate Wirth, descendente do destinatário da missiva, ao Instituto Brahms, localizado na Alemanha.
Na carta de seis páginas, que tem a assinatura do compositor e selo original, Beethoven tenta vender a partitura "Missa Solemnis", que concluiu nesse ano (1823), pedindo ao harpista e compositor Franz Anton Stockhausen que o ajude a encontrar compradores para a obra.
"Beethoven não era um compositor com uma caligrafia bonita. É espontânea. Ele escreveu coisas, depois riscou-as. Os seus pensamentos mudaram à medida que escrevia e é essa a impressão que a carta dá", diz Weymar.
Mas, numa escrita confusa e marcada por correções, o músico vai contado detalhes sobre a sua situação pessoal, queixando-se, nomeadamente, que “o baixo salário e a doença [ocular] exigem mais esforços para conseguir fazer fortuna”.
Além das preocupações financeiras, o compositor da 5ª Sinfonia fala da educação do sobrinho, que necessitaria de ajuda quando morresse, e da tentativa de encontrar um dentista que lhe escreveu uma carta, contou Stefan Weymar, pesquisador de música no instituto, à Reuters.
"O apelo de uma carta manuscrita por Beethoven é certamente muito grande", afirmou à Reuters Michael Ladenburger, diretor do museu Casa Beethoven, localizado em Bonn. "As suas cartas são raras e o comprimento desta, com a divagação que faz sobre a sua vida pessoal, torna-a muito interessante". “Todas as cartas [endereçadas] para mim não precisam de mais nada além de ‘Para L. v. Beethoven em Viena’”, escreveu o compositor alemão no final da missiva.
O documento, que estará exposto no Instituto Brahms a partir da próxima semana, está avaliado em mais de cem mil euros.
Na carta de seis páginas, que tem a assinatura do compositor e selo original, Beethoven tenta vender a partitura "Missa Solemnis", que concluiu nesse ano (1823), pedindo ao harpista e compositor Franz Anton Stockhausen que o ajude a encontrar compradores para a obra.
"Beethoven não era um compositor com uma caligrafia bonita. É espontânea. Ele escreveu coisas, depois riscou-as. Os seus pensamentos mudaram à medida que escrevia e é essa a impressão que a carta dá", diz Weymar.
Mas, numa escrita confusa e marcada por correções, o músico vai contado detalhes sobre a sua situação pessoal, queixando-se, nomeadamente, que “o baixo salário e a doença [ocular] exigem mais esforços para conseguir fazer fortuna”.
Além das preocupações financeiras, o compositor da 5ª Sinfonia fala da educação do sobrinho, que necessitaria de ajuda quando morresse, e da tentativa de encontrar um dentista que lhe escreveu uma carta, contou Stefan Weymar, pesquisador de música no instituto, à Reuters.
"O apelo de uma carta manuscrita por Beethoven é certamente muito grande", afirmou à Reuters Michael Ladenburger, diretor do museu Casa Beethoven, localizado em Bonn. "As suas cartas são raras e o comprimento desta, com a divagação que faz sobre a sua vida pessoal, torna-a muito interessante". “Todas as cartas [endereçadas] para mim não precisam de mais nada além de ‘Para L. v. Beethoven em Viena’”, escreveu o compositor alemão no final da missiva.
O documento, que estará exposto no Instituto Brahms a partir da próxima semana, está avaliado em mais de cem mil euros.