EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Casa de Lafões comemora 100 anos, com dificuldades, mas capacidade de adaptação

Casa de Lafões comemora 100 anos, com dificuldades, mas capacidade de adaptação

Lisboa, 08 out (Lusa) -- A Casa de Lafões comemora no domingo 100 anos, ao longo dos quais se foi adaptando aos novos tempos, ainda que hoje seja "extraordinariamente difícil gerir uma instituição destas", reconheceu o presidente da direção.

© 2011 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

Admitindo que para os fundadores da Casa de Lafões tenha sido "difícil iniciar esta cruzada", Alberto Sousa Figueiredo, atual presidente da direção, realçou à Lusa que dirigir hoje a instituição é "uma questão bastante delicada".

"Os apoios são mínimos, quando há, muitas vezes nem sequer os há", realçou. Todos os anos tentam trazer Lafões a Lisboa -- com "folclore, bandas filarmónicas, artesanato e gastronomia", mas esbarram com "licenças e as burocracias todas" necessárias para se organizar qualquer coisa.

"Se nós, voluntários que somos, nos dispomos a trabalhar para bem do nosso país, da nossa cidade e da nossa região, devíamos ter era alguma compensação disso", contra-argumentou.

A Casa de Lafões tem uma "atividade muito variada", que vai da roda de choro e do forró ao punk, passando pelo tai chi e pela gastronomia, acolhendo ainda lançamento de livros e peças de teatro. "Cada coisa na sua vez, porque a casa é pequena", destacou Alberto Sousa Figueiredo.

Em dia de concerto da Roda de Choro de Lisboa (às terças-feiras, a partir das 22:30), o presidente da direção passeou com a Lusa pela sala dos fundadores, mostrando um espaço que inclui bar, Internet e televisão. "Também se jogam aqui umas cartas e às vezes também se fazem aqui uns petiscos", acrescentou.

Dos antigos bailes, que chegaram a dar em casamentos, já só há memória. "As coisas mudaram, as boîtes começaram a aparecer, as discotecas, etc.", forçando a Casa a "virar-se para outras coisas, porque os bailes não davam", chegando a dar "prejuízo", explicou.

Alberto Sousa Figueiredo queixa-se do abandono da Baixa lisboeta, onde já só restam "casas para alugar, casas devolutas". "O centro da cidade propriamente dito, aqui a Baixa, está praticamente deserto. Está a começar a voltar, mas muito lentamente", considerou.

Aberta a sócios, familiares e amigos, a filosofia da atual direção é que "a casa se não tiver quem a utilize não serve para nada".

Para se ser sócio tem que se ser natural de Lafões, ou conhecer a região, ou ter ligação afetiva com alguém dali originário (através de casamento, por exemplo), ou então para tal ser convidado pela direção.

A Casa de Lafões agrega os concelhos de Oliveira de Frades, Vouzela e São Pedro do Sul.

SBR.

.

Tópicos
PUB